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Samba com a bênção de Vinícius

Arquivo Geral

16/08/2004 0h00

Abênção do samba de Vinícius de Moraes desceu sobre Simone. Se o samba nasceu lá na Bahia, como cantavam Vinícius e Baden Powell, a cantora, nascida em Salvador, tornou-se uma bela aprendiz e, somente agora, esbanja toda sua baianidade cantando o novo repertório de composições do carioca Ivan Lins. O casamento musical entre os músicos vem desde a década de 70. No entanto, esse matrimônio nunca havia se mostrado tão harmônico como no álbum Baiana da Gema, o disco mais vendido da nova fornada da EMI.

O álbum de Simone ganha em personalidade com a ajuda da mão certeira de Lins que, ao contrário do que parece, é muito mais do que mero coadjuvante – ele compôs cada tema sob medida para a voz de Simone e ainda fez os arranjos.

O time que mune a cantora das armas certeiras para esse promissor sucesso de vendagens no exterior – onde estão os maiores fãs da música de Ivan Lins – completa-se com Gilson Peranzzetta, no piano elétrico, Armando Marçal, na percussão, o guitarrista Ricardo Silveira e o baixista Zeca Assumpção: simplesmente alguns dos mais gabaritados instrumentistas da MPB atual.

A faixa-título do disco, que também é o seu cartão de visita, traduz a essência do samba baiano de Dorival Caymmi com o batuque da Guanabara: “Carioca da clara e baiana da gema”, como diz no refrão. Ao desfilar do repertório, o disco apresenta algumas justíssimas parcerias entre Lins e sambistas da estirpe de Paulo César Pinheiro (Parei Contigo), Celso Viáfora (Atlântida) e Martinho da Vila (Saravá! Saravá!, na qual Simone embala um partido-alto com participação do próprio Martinho, Zeca Pagodinho e Dudu Nobre).

Mas nem tudo é samba na união de Simone com Lins. O romantismo que permeou a carreira de ambos por mais de 30 anos é, inevitavelmente, contemplado no decorrer das 13 faixas de Baiana da Gema. As harmonias pomposas do piano de Ivan Lins acompanham com delicadeza a melodia suave de Enrosco, Cínica e a belíssima Espelho Seu, e alcançam um resultado não visto na carreira de ambos desde os tempos de ditadura militar – um romantismo repleto de leveza, sem pretensão e sem pieguice. Saravá, carioca da clara e baiana da gema.

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    16/08/2004 0h00

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    O álbum de Simone ganha em personalidade com a ajuda da mão certeira de Lins que, ao contrário do que parece, é muito mais do que mero coadjuvante – ele compôs cada tema sob medida para a voz de Simone e ainda fez os arranjos.

    O time que mune a cantora das armas certeiras para esse promissor sucesso de vendagens no exterior – onde estão os maiores fãs da música de Ivan Lins – completa-se com Gilson Peranzzetta, no piano elétrico, Armando Marçal, na percussão, o guitarrista Ricardo Silveira e o baixista Zeca Assumpção: simplesmente alguns dos mais gabaritados instrumentistas da MPB atual.

    A faixa-título do disco, que também é o seu cartão de visita, traduz a essência do samba baiano de Dorival Caymmi com o batuque da Guanabara: “Carioca da clara e baiana da gema”, como diz no refrão. Ao desfilar do repertório, o disco apresenta algumas justíssimas parcerias entre Lins e sambistas da estirpe de Paulo César Pinheiro (Parei Contigo), Celso Viáfora (Atlântida) e Martinho da Vila (Saravá! Saravá!, na qual Simone embala um partido-alto com participação do próprio Martinho, Zeca Pagodinho e Dudu Nobre).

    Mas nem tudo é samba na união de Simone com Lins. O romantismo que permeou a carreira de ambos por mais de 30 anos é, inevitavelmente, contemplado no decorrer das 13 faixas de Baiana da Gema. As harmonias pomposas do piano de Ivan Lins acompanham com delicadeza a melodia suave de Enrosco, Cínica e a belíssima Espelho Seu, e alcançam um resultado não visto na carreira de ambos desde os tempos de ditadura militar – um romantismo repleto de leveza, sem pretensão e sem pieguice. Saravá, carioca da clara e baiana da gema.

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