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Salve o samba!

Arquivo Geral

13/08/2003 0h00

O samba pode não estar em sua melhor forma mas, ainda que sofisticado, pop, malandro ou chorado corre nas veias do povo brasileiro. Sambistas acreditam que o mercado fonográfico seja muito favorável à música popularizada por Noel Rosa e internacionalizada por Carmem Miranda.

Como prova, chegam quase em lançamento simultâneo os novos álbuns de Toquinho, Bezerra da Silva, Wandi Doratiotto (ex-Premeditando o Breque, ou apenas Premê) e do conjunto Revista do Samba (formado em 1999, consagrado na Europa e com perspectiva de vida longa nas noites cariocas).

“O samba estará sempre vivo no cenário musical brasileiro. Obedecendo a algumas variações, ele continua sendo criado tanto pela velha guarda como pelos novos compositores que sucedem aos tadicionais sambistas”, justifica Toquinho, que lança o primeiro CD com músicas inéditas em 11 anos, intitulado Só Tenho Tempo Pra Ser Feliz.

Segundo ele, o chamado pagode romântico ou pop que imperou na fonografia nacional durante a década de 90 não ofuscou o brilho do partido-alto ou do samba de raiz. “Dudu Nobre, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão estão aí para provarem isso”. conta.

A posição de Toquinho tem o respaldo de Bezerra da Silva: “Inventaram uma divisão no próprio samba, mas é tudo a mesma coisa”, diz. O sambista paulista Wandi Doratiotto (também apresentador do programa Bem Brasil na TV Cultura), que lança o primeiro disco solo depois de ter deixado o Premê, acredita que o pagode tirou um pouco a essência do samba. “Não sou purista, mas falta a rítimica, a pegada, que ficam perdidas com essa diluição”, diz.

No entanto, Wandi defende que sim, o samba vive um bom momento. Segundo ele, o pagode nos anos 90 teve sua importância. “Matinho (da Vila) disse que só ajuda. Concordo. Acho que uma parte do público do samba se sensibilizou a partir do pagode”, conta. “Apesar dessa polêmica, estamos numa fase muito saudável”, comemora.

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    13/08/2003 0h00

    O samba pode não estar em sua melhor forma mas, ainda que sofisticado, pop, malandro ou chorado corre nas veias do povo brasileiro. Sambistas acreditam que o mercado fonográfico seja muito favorável à música popularizada por Noel Rosa e internacionalizada por Carmem Miranda.

    Como prova, chegam quase em lançamento simultâneo os novos álbuns de Toquinho, Bezerra da Silva, Wandi Doratiotto (ex-Premeditando o Breque, ou apenas Premê) e do conjunto Revista do Samba (formado em 1999, consagrado na Europa e com perspectiva de vida longa nas noites cariocas).

    “O samba estará sempre vivo no cenário musical brasileiro. Obedecendo a algumas variações, ele continua sendo criado tanto pela velha guarda como pelos novos compositores que sucedem aos tadicionais sambistas”, justifica Toquinho, que lança o primeiro CD com músicas inéditas em 11 anos, intitulado Só Tenho Tempo Pra Ser Feliz.

    Segundo ele, o chamado pagode romântico ou pop que imperou na fonografia nacional durante a década de 90 não ofuscou o brilho do partido-alto ou do samba de raiz. “Dudu Nobre, Zeca Pagodinho e Jorge Aragão estão aí para provarem isso”. conta.

    A posição de Toquinho tem o respaldo de Bezerra da Silva: “Inventaram uma divisão no próprio samba, mas é tudo a mesma coisa”, diz. O sambista paulista Wandi Doratiotto (também apresentador do programa Bem Brasil na TV Cultura), que lança o primeiro disco solo depois de ter deixado o Premê, acredita que o pagode tirou um pouco a essência do samba. “Não sou purista, mas falta a rítimica, a pegada, que ficam perdidas com essa diluição”, diz.

    No entanto, Wandi defende que sim, o samba vive um bom momento. Segundo ele, o pagode nos anos 90 teve sua importância. “Matinho (da Vila) disse que só ajuda. Concordo. Acho que uma parte do público do samba se sensibilizou a partir do pagode”, conta. “Apesar dessa polêmica, estamos numa fase muito saudável”, comemora.

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