O diretor brasileiro Walter Salles recebeu hoje o prêmio Bresson, concedido pelo Vaticano e pela “Revista do Cinematógrafo”, por ter dado um “testemunho importante, sincero e intenso, da difícil busca do significado espiritual da vida”.
A entrega do prêmio aconteceu durante a 66ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza (Itália).
O diretor de “Central do Brasil” (1998) e “Diários de Motocicleta” (2004) mostrou-se muito contente por um prêmio “que significa muito” para ele por levar o nome do cineasta francês Robert Bresson.
“Bresson e (Michelangelo) Antonioni foram dois diretores fundamentais para mim quando era criança”, disse Salles à Agência Efe. “Bresson, porque me fez compreender o valor do tempo e do silêncio, e Antonioni, pelo valor do espaço”, acrescentou.
O diretor aproveitará sua presença em Veneza para assistir à exibição do filme “Insolação”, dos brasileiros Felipe Hirsch e Daniela Thomas, que será exibido no festival no próximo domingo.
Daniela Thomas é uma habitual parceira de Salles, com quem co-dirigiu vários filmes, sendo “Linha de Passe” o mais recente deles.
“É uma das pessoas mais inteligentes e sensíveis que conheço”, afirmou Salles, que também destacou o trabalho “moderno e interessante” realizado por Hirsch.
Sobre seus projetos atuais, o diretor disse ter vários em mente, sendo que um já está em fase de preparação – “On the Road”.
Em edições anteriores, o prêmio Bresson foi entregue a Giuseppe Tornatore, Manoel de Oliveira, Theo Angelopoulos e Wim Wenders.