Concebida como um protótipo, a sala virtual do centro cultural Cosmos Helênico oferece uma viagem pelo berço da civilização ocidental, a poucos passos da Acrópole e dos outros sítios arqueológicos recriados virtualmente no Tholos.
O diretor-executivo da Fundação Mundo Helênico, Dimitris Efraimoglou, explicou à agência Efe que um grupo de historiadores, engenheiros tecnológicos e arquitetos trabalhou por três anos para terminar o projeto, que compreende 54 edifícios.
“O Tholos permite ao visitante viver momentos históricos, aos pés dos monumentos mundialmente famosos da Acrópole de Atenas”, disse.
No centro cultural da Fundação Mundo Helênico, o visitante pode presenciar, e até mesmo participar de forma interativa, da condenação ao ostracismo de cidadãos da Atenas clássica, ou dar um salto no tempo para outra época, na qual o cenário e os edifícios mudam de aspecto para se ajustar aos novos usos.
Assim, guiado pela deusa Atena, é possível fazer um passeio no Tholos – em forma de cúpula, e com capacidade para 130 espectadores – pela história da ágora na antiguidade, e presenciar as panatenéias, principais festividades em homenagem à divindade.
A recriação virtual, inaugurada em janeiro de 2007, e que ficará aberta até junho de 2008, recebeu até agora 80 mil visitantes, e foi financiada pelo Fundo de Desenvolvimento Regional da União Européia e pelo Governo da Grécia, explicou Efraimoglou.
“Embora a ágora não corra o risco de desaparecer, o Tholos oferece uma alternativa e age de forma complementar a uma visita ao local arqueológico”, acrescentou.
O Tholos também convida o visitante a uma excursão pela antiga Mileto (na atual Turquia), em uma viagem de dois mil anos rumo ao passado.
Efraimoglou mostrou com entusiasmo o resultado de um sonho que se tornou realidade, após surgir em 1993, em uma excursão familiar a suas terras de origem, na costa ocidental turca.
“O objetivo era mostrar com constância e riqueza de detalhes os lugares históricos que, com o transcurso das gerações, poderiam desaparecer do mapa”, explicou.
O centro cultural também possui o Kivotos (gruta), uma sala com três paredes e telas de projeção no chão que, com a ajuda de estereoscópios, cria um entorno virtual para vinte pessoas.
Assim, é possível ver a antiga Mileto, a oficina de Fídias e o templo de Zeus em Olímpia, além do sítio arqueológico da cidade, do mundo da matemática na época e da construção de ânforas, entre outros atrativos.
Para 2008 e 2009, são planejados outros projetos de recriação e educação no centro cultural, fundado em 1998, e com seis hectares de extensão.
Além disso, será construído um canal a céu aberto, que levará o visitante em uma barca por um “museu aberto” da mitologia grega e uma sala dedicada à arte contemporânea.