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Sala virtual permite passeio pela Atenas de 2.500 anos atrás

Arquivo Geral

23/07/2007 0h00


O Tholos, uma sala ultramoderna de realidade virtual, situada no centro histórico de Atenas, permite ao espectador “navegar” de uma cômoda poltrona pelos jardins da ágora ateniense, tal como eram há vinte e cinco séculos atrás.

Concebida como um protótipo, a sala virtual do centro cultural Cosmos Helênico oferece uma viagem pelo berço da civilização ocidental, a poucos passos da Acrópole e dos outros sítios arqueológicos recriados virtualmente no Tholos.

O diretor-executivo da Fundação Mundo Helênico, Dimitris Efraimoglou, explicou à agência Efe que um grupo de historiadores, engenheiros tecnológicos e arquitetos trabalhou por três anos para terminar o projeto, que compreende 54 edifícios.

“O Tholos permite ao visitante viver momentos históricos, aos pés dos monumentos mundialmente famosos da Acrópole de Atenas”, disse.

No centro cultural da Fundação Mundo Helênico, o visitante pode presenciar, e até mesmo participar de forma interativa, da condenação ao ostracismo de cidadãos da Atenas clássica, ou dar um salto no tempo para outra época, na qual o cenário e os edifícios mudam de aspecto para se ajustar aos novos usos.

Assim, guiado pela deusa Atena, é possível fazer um passeio no Tholos – em forma de cúpula, e com capacidade para 130 espectadores – pela história da ágora na antiguidade, e presenciar as panatenéias, principais festividades em homenagem à divindade.

A recriação virtual, inaugurada em janeiro de 2007, e que ficará aberta até junho de 2008, recebeu até agora 80 mil visitantes, e foi financiada pelo Fundo de Desenvolvimento Regional da União Européia e pelo Governo da Grécia, explicou Efraimoglou.

“Embora a ágora não corra o risco de desaparecer, o Tholos oferece uma alternativa e age de forma complementar a uma visita ao local arqueológico”, acrescentou.

O Tholos também convida o visitante a uma excursão pela antiga Mileto (na atual Turquia), em uma viagem de dois mil anos rumo ao passado.

Efraimoglou mostrou com entusiasmo o resultado de um sonho que se tornou realidade, após surgir em 1993, em uma excursão familiar a suas terras de origem, na costa ocidental turca.

“O objetivo era mostrar com constância e riqueza de detalhes os lugares históricos que, com o transcurso das gerações, poderiam desaparecer do mapa”, explicou.

O centro cultural também possui o Kivotos (gruta), uma sala com três paredes e telas de projeção no chão que, com a ajuda de estereoscópios, cria um entorno virtual para vinte pessoas.

Assim, é possível ver a antiga Mileto, a oficina de Fídias e o templo de Zeus em Olímpia, além do sítio arqueológico da cidade, do mundo da matemática na época e da construção de ânforas, entre outros atrativos.

Para 2008 e 2009, são planejados outros projetos de recriação e educação no centro cultural, fundado em 1998, e com seis hectares de extensão.

Além disso, será construído um canal a céu aberto, que levará o visitante em uma barca por um “museu aberto” da mitologia grega e uma sala dedicada à arte contemporânea.

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