O Jornalismo da Record está, mais uma vez, em pé de guerra e novas mudanças poderão ocorrer nos próximos dias. E tudo por causa do Marcelo Rezende, apresentador do Cidade Alerta. O caso é delicado: quando trocou a Rede TV! pela Record, Rezende impôs duas condições no seu contrato, aceitas pela alta cúpula da emissora. A primeira: comandar um programa diário, no caso, o Cidade Alerta; e a segunda: caso uma das partes descumprisse uma das cláusulas, a outra receberia uma multa no valor de R$ 7 milhões. Dessa forma, mesmo com o anunciado fim do policialesco, Rezende terá que obrigatoriamente continuar na vitrine diária, e não apenas no novo, mas semanal, Repórter Record, para não caracterizar desrespeito ao contrato. Já se cogitou criar um outro programa diário exatamente com esse fim. Porém se fala também na possibilidade de o Cidade permanecer na programação, sob o comando de Rezende, reformulado. O apresentador não esconde de ninguém o desejo de transformá-lo num produto voltado ao social, bem distante do banho de sangue e do mundo-cão dos dias atuais. Isso inclusive pode ir de encontro a uma estratégia de audiência. Alguns diretores da emissora já manifestaram o desejo de continuar com esse título, hoje responsável por seu maior ibope, para que possa servir de “escada” para A Escrava Isaura, que entraria em cena com os índices lá em cima. E o Tudo a Ver? Bem, a revista de Paulo Henrique Amorim e Janine Borba também entraria nesse ciclo de mudanças. Passaria a ser apresentado nas manhãs da Record, em substituição ao Fala Brasil. Aliás, no projeto inicial, o Tudo a Ver já estava previsto para entrar as nove da manhã. Quanto aos jornalistas Alexandre Giachetto e
Fernanda Fernandes, um outro jornal, à tarde, seria desenvolvido para eles.