Um dos maiores problemas quanto aos produtos piratas , segundo Tânia Pinch, é o desconhecimento sobre o conteúdo das substâncias. O produto comercializado legalmente reúne várias informações úteis, como sua composição química, alertas para que a embalagem fique longe do alcance das crianças, número do registro no Ministério da Saúde e um telefone para atendimento de emergência.
“Desintoxicar uma vítima do saneante ilegal é mais difícil, pois não há informações sobre os componentes da fórmula e que procedimentos devem ser adotados”, observa Tania. “Alguns dos corantes responsáveis pela cor viva dos produtos são proibidos, por serem nocivos à saúde”, assinala.
A fiscalização da venda de produtos de limpeza ilegais é responsabilidade das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais. Tania Pich afirma que esse trabalho é árduo. “Os vendedores ora estão no meio de uma rua, ora no quintal de uma casa. Eles têm uma mobilidade muito grande e fica difícil ir atrás deles”, lamenta.
objetivoNesse contexto, a informação é uma arma eficaz. “O objetivo da nossa ação é proteger a saúde da população. Ela precisa saber que, no caso dos produtos ilegais, citando o ditado popular, o barato sai caro. Se o consumidor economiza alguns reais por aquele sabão ou detergente, depois pode gastar muito mais com remédios e tratamentos de saúde”, avisa Tania.
A gerente de Saneantes queixa-se de emissoras de televisão e de algumas instituições que ensinam as pessoas a fabricarem artigos de limpeza em casa e ainda as incentivam a comercializar essa produção. “Você pode até fabricar e usar na sua casa, mas não vender. Ninguém tem permissão de vender algo sem registro”, adverte.
Tania revela que a Anvisa quer realizar um trabalho de conscientização de fabricantes de produtos ilegais, para que eles regularizem sua situação na vigilância sanitária de sua cidade. A idéia é divulgar a cartilha para estimular a legalização, tanto dos produtos como dos fabricantes.