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Romeu, Julieta e futebol

Arquivo Geral

18/03/2005 0h00

O que impede o romance de Romeu e Julieta, na versão contemporânea escrita por Mário Prata, não chega a ser trágico como o original de William Shakespeare. Pelo contrário, o conto publicado pelo escritor paulista como Palmeiras, um Caso de Amor é uma comédia de erros sobre o fanatismo de duas famílias de torcedores corintianos e palmeirenses. Adaptado para o cinema pelas mãos do veterano Bruno Barreto (de Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Que é Isso, Companheiro?), sob o título de O Casamento de Romeu e Julieta, a trama ganha o tempero da tradicional fórmula de comédia romântica de Hollywood.

Barreto faz uma superprodução – a exemplo de seus trabalhos mais recentes, Bossa Nova (2000) e Voando Alto (2003), com Gwyneth Paltrow – com direito aos convencionais clichês e desenrolar previsível. Em suma, o filme – em cartaz a partir de hoje nos cinemas da cidade – trata da paixão entre Romeu (Marco Ricca), um oftalmologista, líder da torcida organizada corintiana Gaviões da Fiel, com Julieta (Luana Piovani), uma treinadora do time feminino de futebol de salão do Palmeiras, filha de um italiano cardíaco, fanático pelo Verdão. Para conquistar a garota e passar pelo crivo do teimoso futuro sogro, Alfredo Baragatti (interpretado com excelência por Luís Gustavo), Romeu conta uma pequena mentira: diz que é fanático torcedor do Palmeiras.

O desenrolar, a partir de então, segue uma lógica de acontecimentos absurdos e algumas vezes hilários. Romeu começa a freqüentar redutos palmeirenses e estudar a história do clube. Ele ainda precisa driblar o agravante de seu filho e sua avó – corintianos roxos – desconfiarem de suas escapulidas para o terreno do inimigo.

O cineasta Bruno Barreto negocia, atualmente, um contrato com a Paramount para a distribuição de O Casamento de Romeu e Julieta no exterior. Segundo ele, apesar de tratar da rivalidade entre dois times brasileiros, essa é uma história universal. “Esse filme poderia se passar em qualquer lugar. Esse tipo de rivalidade existe na Inglaterra, por exemplo. A trama é sobre a paixão e como ela pode levar ao fanatismo”, discorreu em entrevista ao Jornal de Brasília.

Terminada a carreira do filme nos cinemas, Barreto volta para os EUA, onde reside há quase 15 anos, para iniciar as filmagens de A Wicked Childhood. “É uma ficção inspirada no episódio do ônibus 174”, conta.

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    Barreto faz uma superprodução – a exemplo de seus trabalhos mais recentes, Bossa Nova (2000) e Voando Alto (2003), com Gwyneth Paltrow – com direito aos convencionais clichês e desenrolar previsível. Em suma, o filme – em cartaz a partir de hoje nos cinemas da cidade – trata da paixão entre Romeu (Marco Ricca), um oftalmologista, líder da torcida organizada corintiana Gaviões da Fiel, com Julieta (Luana Piovani), uma treinadora do time feminino de futebol de salão do Palmeiras, filha de um italiano cardíaco, fanático pelo Verdão. Para conquistar a garota e passar pelo crivo do teimoso futuro sogro, Alfredo Baragatti (interpretado com excelência por Luís Gustavo), Romeu conta uma pequena mentira: diz que é fanático torcedor do Palmeiras.

    O desenrolar, a partir de então, segue uma lógica de acontecimentos absurdos e algumas vezes hilários. Romeu começa a freqüentar redutos palmeirenses e estudar a história do clube. Ele ainda precisa driblar o agravante de seu filho e sua avó – corintianos roxos – desconfiarem de suas escapulidas para o terreno do inimigo.

    O cineasta Bruno Barreto negocia, atualmente, um contrato com a Paramount para a distribuição de O Casamento de Romeu e Julieta no exterior. Segundo ele, apesar de tratar da rivalidade entre dois times brasileiros, essa é uma história universal. “Esse filme poderia se passar em qualquer lugar. Esse tipo de rivalidade existe na Inglaterra, por exemplo. A trama é sobre a paixão e como ela pode levar ao fanatismo”, discorreu em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Terminada a carreira do filme nos cinemas, Barreto volta para os EUA, onde reside há quase 15 anos, para iniciar as filmagens de A Wicked Childhood. “É uma ficção inspirada no episódio do ônibus 174”, conta.

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