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Roer unhas ou puxar pêlos pode ser sinal de doença

Arquivo Geral

17/04/2004 0h00

Levar as mãos à boca e roer as unhas – ou as peles sobressalentes – até que os cantinhos dos dedos sangrem pode ser um indício de ansiedade crônica. “Não é um ato caracterizado como transtorno psicológico. É um sinal de que existe ansiedade em excesso e que a pessoa tenta suprimi-la roendo as unhas”, diz a psicóloga Luciana Nunes.

Existem outras formas pouco usuais de controle da ansiedade: puxar os próprios cabelos, chutar o vento ou falar ao telefone despedaçando um copinho de plástico, por exemplo.

De acordo com a psicóloga, roer unhas é um ato compulsivo, embora também possa ser uma atitude de controle do impulso. Segundo ela, a pessoa sabe que está agindo errado, mas não consegue parar.

Luciana Nunes explica que ato compulsivo é todo movimento que a pessoa sente necessidade de fazer para aliviar um estado de tensão. Pode ser lavar as mãos constantemente, colocar tudo em sacos plásticos herméticos, trancar todas as portas. Esses exemplos estão ligados, normalmente, a idéias obsessivas, como o medo.

Roer unhas, segundo ela, é um ato compulsivo porque é um movimento repetitivo e irracional que a pessoa faz para minimizar estados de ansiedade. O movimento é repetido várias vezes.

De acordo com Luciana, receitas pouco ortodoxas, como colocar pimenta nos dedos ou usar esmaltes de sabor desagradável, não são eficazes para parar de roer unhas. Em vez disso, a pessoa tem buscar outras formas de diminuir a ansiedade. A prática de exercícios é a mais comum e costuma dar mais certo (veja quadro).

Puxar os próprios cabelos durante uma aula, no trabalho ou mesmo quando se vê televisão pode ser uma simples mania, mas também pode ser que a pessoa esteja sofrendo de uma doença chamada tricotilomania, um tipo de Transtorno de Controle dos Impulsos, que é o fracasso em resistir à vontade de executar um ato perigoso para a própria pessoa ou terceiros. Ou seja, a pessoa tem consciência de que aquela atitude é errada, mas não consegue parar.

“Quem sofre de tricotilomania tem um nível alto de ansiedade e acaba puxando os próprios cabelos ou mesmo cílios e sobrancelhas”, explica Luciana Nunes.

O ato de arrancar os cabelos, segundo a psicóloga, gera prazer, gratificação e alívio e resulta num ciclo auto-alimentado pela redução do nível de ansiedade. O paciente que sofre desse problema “repete o ato de puxar os cabelos, em vez buscar a causa da ansiedade. É um ato doloroso, mas com o qual ele tem a sensação de prazer”, diz.

A psicóloga informa que “a tricotilomania só é caracterizada como patologia se esse movimento começar a atrapalhar o cotidiano da pessoa. Mas é importante ressaltar que o ato de puxar os cabelos já caracteriza um aumento de tensão. Como a pessoa usa esse método para diminuição do estresse ou da ansiedade, já está caracterizado, portanto, que está passando por um momento difícil”.

Para quem sofre de tricotilomania, o recomendado é procurar a ajuda de um profissional de psicologia. Mas Luciana também defende o uso de terapias alternativas, como massagem, ioga ou a prática de qualquer exercício físico. Segundo ela, o sedentarismo tem de ser evitado. Quem caminha pelo menos meia hora, três vezes por semana, já não é considerado sedentário.

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    17/04/2004 0h00

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    Existem outras formas pouco usuais de controle da ansiedade: puxar os próprios cabelos, chutar o vento ou falar ao telefone despedaçando um copinho de plástico, por exemplo.

    De acordo com a psicóloga, roer unhas é um ato compulsivo, embora também possa ser uma atitude de controle do impulso. Segundo ela, a pessoa sabe que está agindo errado, mas não consegue parar.

    Luciana Nunes explica que ato compulsivo é todo movimento que a pessoa sente necessidade de fazer para aliviar um estado de tensão. Pode ser lavar as mãos constantemente, colocar tudo em sacos plásticos herméticos, trancar todas as portas. Esses exemplos estão ligados, normalmente, a idéias obsessivas, como o medo.

    Roer unhas, segundo ela, é um ato compulsivo porque é um movimento repetitivo e irracional que a pessoa faz para minimizar estados de ansiedade. O movimento é repetido várias vezes.

    De acordo com Luciana, receitas pouco ortodoxas, como colocar pimenta nos dedos ou usar esmaltes de sabor desagradável, não são eficazes para parar de roer unhas. Em vez disso, a pessoa tem buscar outras formas de diminuir a ansiedade. A prática de exercícios é a mais comum e costuma dar mais certo (veja quadro).

    Puxar os próprios cabelos durante uma aula, no trabalho ou mesmo quando se vê televisão pode ser uma simples mania, mas também pode ser que a pessoa esteja sofrendo de uma doença chamada tricotilomania, um tipo de Transtorno de Controle dos Impulsos, que é o fracasso em resistir à vontade de executar um ato perigoso para a própria pessoa ou terceiros. Ou seja, a pessoa tem consciência de que aquela atitude é errada, mas não consegue parar.

    “Quem sofre de tricotilomania tem um nível alto de ansiedade e acaba puxando os próprios cabelos ou mesmo cílios e sobrancelhas”, explica Luciana Nunes.

    O ato de arrancar os cabelos, segundo a psicóloga, gera prazer, gratificação e alívio e resulta num ciclo auto-alimentado pela redução do nível de ansiedade. O paciente que sofre desse problema “repete o ato de puxar os cabelos, em vez buscar a causa da ansiedade. É um ato doloroso, mas com o qual ele tem a sensação de prazer”, diz.

    A psicóloga informa que “a tricotilomania só é caracterizada como patologia se esse movimento começar a atrapalhar o cotidiano da pessoa. Mas é importante ressaltar que o ato de puxar os cabelos já caracteriza um aumento de tensão. Como a pessoa usa esse método para diminuição do estresse ou da ansiedade, já está caracterizado, portanto, que está passando por um momento difícil”.

    Para quem sofre de tricotilomania, o recomendado é procurar a ajuda de um profissional de psicologia. Mas Luciana também defende o uso de terapias alternativas, como massagem, ioga ou a prática de qualquer exercício físico. Segundo ela, o sedentarismo tem de ser evitado. Quem caminha pelo menos meia hora, três vezes por semana, já não é considerado sedentário.

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