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Rock ensolarado e sem freio de mão

Arquivo Geral

06/09/2004 0h00

Rumbora é aquela banda que tem tudo para estourar no Brasil e estar no time das “majors”. É bacana, afinada e tem músicas grudentas, boas para tocar em rádio. Mas, continua batendo na trave do sucesso. A última tentativa dos rapazes de Brasília é o CD Trio Elétrico, mais uma prova cabal da competência de Alf (vocal), Beto (baixo e backing) e Leandro (guitarra e backing).

O skacore do power trio mostra-se cada vez mais maduro e, lembrando o nome do último disco, elétrico. Freio de Mão, a música de trabalho e que abre o CD, é uma síntese do que se ouvirá na seqüência. Uma linha de baixo bem trabalhada e pulsante, uma guitarra usada com equilíbrio, um vocal na medida e um refrão assobiável (“Eu não vou ser teu freio de mão/Vá viver os teus sonhos como bem quiser”) fazem dela uma das melhores do disco e da carreira da banda.

solarSem freio de mão, o Rumbora fez um disco feliz, com exceção da “canção desilusão” Só Preciso, um quase trip-hop, com letra e melodia tristíssimas. O rock ensolarado mostra-se forte e lembra em alguns momentos Offspring, como na ótima Fora do Ar. E pode colocar naquela festa de arromba que você está pensando fazer, as bate-cabeças 7 Palmas e Descanso em Movimento.

Na quarta-marcha vem as composições Mó Valor, que usa a corruptela de maior no título e que é a cara de Brasília, e a candidata a hit Só Alegria. Esta última, aliás, tem, talvez o melhor e o pior defeito do Rumbora. A melodia do refrão é daqueles que não sai da cabeça, em compensação a letra é uma negação. Olha só: “Vou sair à noite de rolê/Dá uma bicicleta e um e.t./Antes que eu tenha um trelelê/ vou voar sem perguntar porquê”.

Mas, no correr da audição dá para perceber que até no quesito letras, a rapaziado do rumbora deu uma evoluída, como pode se ver em Querendo: “Não sei nem teu telefone pra insisitir ou desistir/Porque eu tô cheio de poesia esperando por você? Mas tô cheio da poesia e nada, nada de te ter”. Alf , com certeza, nunca vai chegar ao olimpo literário, mas tentar mais um pouquinho, pode alcançar letras mais interessantes.

O terceiro trabalho do grupo de Brasília, depois de 71 e Exército Positivo Operante, mostra coerência musical. É sincero e não vai atrás de esquisitices eletrônicas, como muita banda por aí tem feito para alavancar a carreira. O Rumbora mantem vigor musical e um forte apelo popular. É em vários momentos melhor que Charlie Brown Jr. nas tiradas juvenis. Falta apenas um pequeno empurrãozinho para que eles ganhem o mercido lugar ao sol. E Trio Elétrico pode ser o passaporte para isso.

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    06/09/2004 0h00

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    O skacore do power trio mostra-se cada vez mais maduro e, lembrando o nome do último disco, elétrico. Freio de Mão, a música de trabalho e que abre o CD, é uma síntese do que se ouvirá na seqüência. Uma linha de baixo bem trabalhada e pulsante, uma guitarra usada com equilíbrio, um vocal na medida e um refrão assobiável (“Eu não vou ser teu freio de mão/Vá viver os teus sonhos como bem quiser”) fazem dela uma das melhores do disco e da carreira da banda.

    solarSem freio de mão, o Rumbora fez um disco feliz, com exceção da “canção desilusão” Só Preciso, um quase trip-hop, com letra e melodia tristíssimas. O rock ensolarado mostra-se forte e lembra em alguns momentos Offspring, como na ótima Fora do Ar. E pode colocar naquela festa de arromba que você está pensando fazer, as bate-cabeças 7 Palmas e Descanso em Movimento.

    Na quarta-marcha vem as composições Mó Valor, que usa a corruptela de maior no título e que é a cara de Brasília, e a candidata a hit Só Alegria. Esta última, aliás, tem, talvez o melhor e o pior defeito do Rumbora. A melodia do refrão é daqueles que não sai da cabeça, em compensação a letra é uma negação. Olha só: “Vou sair à noite de rolê/Dá uma bicicleta e um e.t./Antes que eu tenha um trelelê/ vou voar sem perguntar porquê”.

    Mas, no correr da audição dá para perceber que até no quesito letras, a rapaziado do rumbora deu uma evoluída, como pode se ver em Querendo: “Não sei nem teu telefone pra insisitir ou desistir/Porque eu tô cheio de poesia esperando por você? Mas tô cheio da poesia e nada, nada de te ter”. Alf , com certeza, nunca vai chegar ao olimpo literário, mas tentar mais um pouquinho, pode alcançar letras mais interessantes.

    O terceiro trabalho do grupo de Brasília, depois de 71 e Exército Positivo Operante, mostra coerência musical. É sincero e não vai atrás de esquisitices eletrônicas, como muita banda por aí tem feito para alavancar a carreira. O Rumbora mantem vigor musical e um forte apelo popular. É em vários momentos melhor que Charlie Brown Jr. nas tiradas juvenis. Falta apenas um pequeno empurrãozinho para que eles ganhem o mercido lugar ao sol. E Trio Elétrico pode ser o passaporte para isso.

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