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Ridley Scott e Russell Crowe retomam parceria

Arquivo Geral

11/09/2006 0h00

Ridley Scott e Russell Crowe, que fizeram dupla em Gladiador, vencedor do Oscar, estão entrando em território desconhecido em A Good Year, de Scott – comédia romântica exibida em pré-estréia neste fim de semana no Festival de Cinema Internacional de Toronto.

No filme, Crowe troca suas sandálias e sua espada da era romana por terno e gravata, ao representar um vaidoso corretor de ações de Londres, que herda repentinamente um vinhedo na região de Provença, na França. Ele planeja vender a propriedade, mas depois se apaixona pelo lugar.

Em entrevista à imprensa no sábado, Crowe disse que parte do apelo do filme foi voltar a trabalhar com Scott, que em 2000 dirigiu Crowe em seu papel do vingativo general no filme que rendeu ao ator um Oscar.

"Há muita graça em Gladiador", disse, bem-humorado, ao ser questionado sobre sua falta de experiência em papéis cômicos. "Não foi vendido assim, mas é por isso que as pessoas voltaram a ver, porque você corta a cabeça de alguém do jeito certo, é muito divertido".

Ele disse que o trabalho em A Good Year é apropriado porque ele "gostou da idéia de explorar a dinâmica anglo-francesa", já que seu personagem livra-se gradualmente de vida estressada em Londres, que troca pelos prazeres de Provença.

"Tenho muitos amigos ingleses e muitos amigos franceses, e quando eles estão juntos é uma coisa, mas quando estão separados, há um diálogo totalmente diferente. Eles tendem a me contar um pouco mais a verdade, porque eu sou da Austrália e Nova Zelândia e fora daquela discussão", disse.

Para Scott, que concebeu a história, junto com Peter Mayle, autor do romance no qual o filme foi baseado, a comédia representa um novo território para um diretor que nunca ficou em uma única área por muito tempo.

"Amo fazer gêneros que nunca fiz", disse ele em entrevista à Reuters.

Em sua carreira, Scott fez sucesso com ficção científica, como os clássicos AlienBlade Runner e aventura, com Gladiador e Falcão Negro em Perigo, de 2001, sobre a morte de 18 norte-americanos em batalha na Somália em 1993.

Mas ele também teve críticas mornas em filmes como Até o Limite da Honra, com Demi Moore, e Hannibal, continuação de O Silêncio dos Inocentes, além de Cruzada.

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