O trabalho de divulgação da ciência com rigor e clareza expositiva das revistas americana Science e britânica Nature valeu às publicações hoje o Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades 2007.
O escritor brasileiro Paulo Coelho também era candidato ao prêmio, que acabou indo para as publicações.
Na última votação, a candidatura conjunta das duas revistas se impôs à agência internacional Magnun Photo e à cadeia britânica BBC, finalistas nas deliberações do júri.
O júri do Prêmio de Comunicação e Humanidades ressaltou que as duas publicações “são o canal de comunicação mais solvente que tem hoje a comunidade científica internacional para divulgar, após o filtro de uma irretocável e minuciosa seleção, as mais importantes descobertas e pesquisas de muito diversas ciências”.
Foi avaliado o trabalho de difusão das duas publicações, ao conjugar com “rigor e clareza expositiva as teorias e conhecimentos mais elevados”.
O prêmio era disputado por 36 candidaturas procedentes de 17 países, entre elas a do jornalista americano Bob Woodward, do Google, da jornalista da CNN Christiane Amanpour, do semiólogo búlgaro Tzvetan Todorov, da Organização Meteorológica Mundial e do sociólogo britânico Ralph Dahrendorf, além da de Paulo Coelho.
Nas últimas edições deste prêmio, foram agraciados Ryszard Kapuscinski, Gustavo Gutiérrez Merino, Hans Magnus Enzensberger, George Steiner, Umberto Eco, o Instituto Caro e Cuervo de Colombia, o jornalista Jean Daniel, os grandes centros culturais europeus e a National Geographic Society, que o obteve a premiação no ano passado.