A revista The New Yorker gerou polêmica entre os partidários do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, ao caricaturar o senador por Illinois na capa de sua próxima edição com uma túnica branca e de turbante ao lado de sua mulher, Michelle, com um fuzil AK-47.
A publicação explicou que o artista Barry Blitt quis “satirizar na capa o uso de táticas de medo e de desinformação utilizadas na campanha eleitoral para causar o descarrilamento na campanha de Obama”.
No entanto, os que apóiam Obama não acharam graça da caricatura, que mostra o senador e sua mulher em um salão onde há um retrato de Osama bin Laden.
A imagem mostra, ao fundo, uma bandeira dos Estados Unidos pega fogo em uma lareira.
O comitê de campanha de Obama reagiu imediatamente e disse que a capa da publicação é de “mau gosto e ofensiva”.
“A New Yorker poderia pensar, como um funcionário nos explicou, que a capa é uma sátira da caricatura que os críticos da ala direita tentaram criar do senador Obama, mas a maioria dos leitores a verá como de mau gosto e ofensiva; e nós também achamos isso”, afirmou o porta-voz do candidato democrata Bill Burton.
Assessores do aspirante republicano, John McCain, se solidarizaram com a de Obama ao afirmar em um e-mail que concordam com Burton, ao afirmarem que a capa “é de mau gosto e ofensiva”.
A capa da New Yorker repercute uma polêmica surgida em fevereiro quando foi divulgada uma fotografia na qual Obama está vestido de trajes típicos da Somália.
A foto, tirada em 2006 durante uma viagem de Obama ao Quênia, o país natal de seu pai, mostra o senador vestido com um turbante e uma túnica branca.
Também houve rumores de que Obama seria muçulmano, algo que o próprio senador desmentiu várias vezes.