Celebrado no Festival de Cannes, especialmente por seu elenco, o drama de guerra argelino Dias de Glória, de Rachid Bouchareb volta à Segunda Guerra Mundial. Aqui o foco é no recrutamento de soldados argelinos, marroquinos e de demais países africanos e árabes pelo exército francês, para lutar sob a bandeira dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
A câmera acompanha um único grupamento de fuzileiros argelinos que lutam contra o preconceito do alto escalão militar francês, com a esperança de subir de patente diante do governo do país europeu. A costura do filme não chega a ser brilhante, nem mesmo suas seqüências de batalha são poderosas.
No entanto, é um filme necessário para a compreensão do fato histórico, com carga dramática suficiente para figurar entre os principais destaques do ano. Não é à toa que o filme concorre ao Oscar de filme estrangeiro deste ano.