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Renato Matos agora nas bancas

Arquivo Geral

01/03/2005 0h00

Renato Matos é um dos artistas mais criativos da cena pop brasiliense. Pintor talentoso, poeta e músico afinadíssimo, esse baiano radicado na cidade desde os anos 70 é a verdadeira alma do reggae por aqui. Mas Renato não se limita apenas ao som que vem da Jamaica e mostra isso em seu quarto CD, Plano Piloto, uma parceria com o poeta Luís Turiba, que chega hoje às bancas de revista da cidade.

Plano Piloto é um projeto patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do DF e somou outros incentivos, como o da Editora LGE e do restaurante Feitiço Mineiro. “A ajuda de R$ 20 mil do FAC deu para iniciar a produção, mas não foi suficiente para completar o disco. Aí fomos buscar recursos entre outras fontes”, relata a dupla Renato e Turiba. Sobre o formato pioneiro no DF, o CD-revista, eles explicam que se trata de uma aposta, inclusive para a editora. “O José Antônio Navarro (dono da LGE) acreditou nessa linguagem e nos ajudou. O Jorge Ferreira (dono do Feitiço Mineiro) também aderiu e isso possibilitou colocar esse trabalho nas bancas”, conta Luís Turiba.

Esta aposta no CD-revista é conseqüência de um bem-sucedido negócio lançado no Rio de Janeiro por outro brasiliense, Pierre Aderne, que nos anos 90 colocou no mercado um álbum da Blitz seguido de grandes vendedores de discos em bancas de jornais. Nessa trilha seguiram Titãs, Lobão e Supla, todos com um milhão de cópias vendidas.

Além do repertório de dez faixas inéditas, Renato dá ao público um presente que resgata um momento histórico da música candanga, um bônus com a gravação de Um Telefone É Muito Pouco, cantada em duo com Cássia Eller e recuperada do último show da cantora antes de ir embora para o Rio de Janeiro tentar a sorte nacionalmente. “Essa gravação estava numa fita cassete, eu remasterizei e trouxe para esse CD numa homenagem póstuma à Cássia”, explica Renato que já teve uma versão de Léo Jaime, nos anos 80, para o seu maior hit.

Plano Piloto levou três anos para ficar pronto e traz algumas canções com potencial para emplacar em qualquer play list de FM. Renato abre o repertório com o afoxé Aguinaô, parceria com Oswald Langelis e participação da banda Congo Nya, da Guiana Inglesa. Depois surpreende utilizando a linguagem eletrônica em Bendito Beijo na Boca, parceria com o DJ Rafa Santoro e Luís Turiba. Um outro momento inesperado, pela peculiaridade da parceria, está na belíssima canção De Marias, de Amélias e Madalenas. Esta balada, que desponta com um dos melhores momentos do CD, tem letra da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Em Triz Tonho, sobre um poema concreto, Renato conta com a preciosa colaboração da cantora Indiana.

Um dub (recurso de se colocar ruídos e músicas incidentais sob texto) abre o espaço para a poesia politicamente correta de Luís Turiba, que reza um terço globalizado em Glo (bar) libar. A faixa de trabalho do CD é Menina do Parque, uma espécie de homenagem aos 45 anos de Brasília que segue a esteira da antológica Bico da Torre, composição de Turiba e Renato considerada o “hino popular de Brasília”.

Samba de roda, reggae, afoxé, cantigas e um cordel politizado (Não se Clona) dão a tônica a mais uma ousadia musical de Renato Matos, com 11 canções no CD e oito páginas na revista – que traz ainda fotos e ilustrações coloridas do artista e das várias etapas do projeto iniciado em 2002.

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    01/03/2005 0h00

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    Plano Piloto é um projeto patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do DF e somou outros incentivos, como o da Editora LGE e do restaurante Feitiço Mineiro. “A ajuda de R$ 20 mil do FAC deu para iniciar a produção, mas não foi suficiente para completar o disco. Aí fomos buscar recursos entre outras fontes”, relata a dupla Renato e Turiba. Sobre o formato pioneiro no DF, o CD-revista, eles explicam que se trata de uma aposta, inclusive para a editora. “O José Antônio Navarro (dono da LGE) acreditou nessa linguagem e nos ajudou. O Jorge Ferreira (dono do Feitiço Mineiro) também aderiu e isso possibilitou colocar esse trabalho nas bancas”, conta Luís Turiba.

    Esta aposta no CD-revista é conseqüência de um bem-sucedido negócio lançado no Rio de Janeiro por outro brasiliense, Pierre Aderne, que nos anos 90 colocou no mercado um álbum da Blitz seguido de grandes vendedores de discos em bancas de jornais. Nessa trilha seguiram Titãs, Lobão e Supla, todos com um milhão de cópias vendidas.

    Além do repertório de dez faixas inéditas, Renato dá ao público um presente que resgata um momento histórico da música candanga, um bônus com a gravação de Um Telefone É Muito Pouco, cantada em duo com Cássia Eller e recuperada do último show da cantora antes de ir embora para o Rio de Janeiro tentar a sorte nacionalmente. “Essa gravação estava numa fita cassete, eu remasterizei e trouxe para esse CD numa homenagem póstuma à Cássia”, explica Renato que já teve uma versão de Léo Jaime, nos anos 80, para o seu maior hit.

    Plano Piloto levou três anos para ficar pronto e traz algumas canções com potencial para emplacar em qualquer play list de FM. Renato abre o repertório com o afoxé Aguinaô, parceria com Oswald Langelis e participação da banda Congo Nya, da Guiana Inglesa. Depois surpreende utilizando a linguagem eletrônica em Bendito Beijo na Boca, parceria com o DJ Rafa Santoro e Luís Turiba. Um outro momento inesperado, pela peculiaridade da parceria, está na belíssima canção De Marias, de Amélias e Madalenas. Esta balada, que desponta com um dos melhores momentos do CD, tem letra da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Em Triz Tonho, sobre um poema concreto, Renato conta com a preciosa colaboração da cantora Indiana.

    Um dub (recurso de se colocar ruídos e músicas incidentais sob texto) abre o espaço para a poesia politicamente correta de Luís Turiba, que reza um terço globalizado em Glo (bar) libar. A faixa de trabalho do CD é Menina do Parque, uma espécie de homenagem aos 45 anos de Brasília que segue a esteira da antológica Bico da Torre, composição de Turiba e Renato considerada o “hino popular de Brasília”.

    Samba de roda, reggae, afoxé, cantigas e um cordel politizado (Não se Clona) dão a tônica a mais uma ousadia musical de Renato Matos, com 11 canções no CD e oito páginas na revista – que traz ainda fotos e ilustrações coloridas do artista e das várias etapas do projeto iniciado em 2002.

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