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Reforço no noticiário é estratégia

Arquivo Geral

27/02/2006 0h00

Tanto investimento em telejornalismo tem explicação: o reforço nos noticiários é uma estratégia para aumentar a audiência, pois eles dão credibilidade para as emissoras. É o que atesta Hamilton de Souza, professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). As TVs concordam.
De acordo com a direção de jornalismo da Record, este programa é a principal fonte de credibilidade de uma emissora. “Um telejornal forte no horário nobre e com boa audiência conduz esta credibilidade a um público maior”, fala o diretor Douglas Tavolaro, que comemora o crescimento de 103% na audiência do JR nas duas primeiras semanas de fevereiro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. “Fechamos a terceira semana do jornal com média de 11 pontos no Ibope, quase três vezes maior que a média do anterior. Os números dizem tudo. O público aprovou as mudanças.”
No SBT, a chegada de Ana Paula não teve o mesmo resultado, ao menos no que diz respeito a números de audiência. Há seis meses no comando do SBT Brasil, a jornalista tem alcançado média de 6 pontos, ficando apenas entre o terceiro e o quarto lugar – ao passo que, na média geral, a emissora de Silvio Santos é vice-líder.
Para Ana Paula, a atração ainda precisa melhorar. “Acabamos de estrear uma segunda fase, com novidades. O jornal está mais maduro, fizemos acertos no cenário, que era muito grande, e na iluminação”, diz a jornalista, que passou a ficar em pé durante a atração.
RebeldeLuiz Gonzaga Mineiro, diretor de Jornalismo do SBT, credita a baixa audiência às constantes mudanças na programação. Um dos problemas seria justamente o fato de o jornalístico ir ao ar após a trama juvenil Rebelde. “O balanço do primeiro semestre com a Ana Paula é positivo, mesmo que a audiência não seja satisfatória. Não somos cobrados pelo ibope, mas pela qualidade. Claro que eu gostaria que os números fossem maiores.” A trama mexicana entrega o horário para o jornal com média de 12 pontos, mas o diretor acredita que o público da novelinha não está interessado em jornalismo.
Em menor proporção, a Band investe em jornalismo há cinco anos. Foi em abril de 2004 que a emissora tirou Carlos Nascimento da Globo e o levou para o Jornal da Band. “Desde então, o jornal entrou em uma fase crescente de audiência. Nos últimos três anos, isso se consolidou, e os números melhoraram. Agora, esperamos dar mais um salto”, afirma Fernando Mitre, diretor de Jornalismo da emissora. Sob o comando de Nascimento, o programa chegou a 6 pontos de média.
Com a saída do apresentador, a Band teve de mexer na equipe, e Ricardo Boechat assumiu a bancada. “Procuramos evitar que o conjunto de notícias seja pesado. O jornal ficou mais informal e bem-humorado”, fala Mitre, que prevê novos investimentos da emissora, por conta das eleições deste ano.

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