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Reencontro com uma velha paixão

Arquivo Geral

05/08/2004 0h00

Daniel Filho voltou a exercitar uma de suas maiores paixões, o cinema, quando resolveu fazer o personagem principal de Querido Estranho. Na pele de um amargo pai de família, um dos grandes atores brasileiros, mostra com todo seu talento, uma especiaria rara no meio televisivo hoje, que está em plena forma artística.

Sobre seu papel no novo filme, Daniel declarou que topou o convite “sem saber ao menos qual era o personagem”. Isto simplesmente porque deve à sétima arte alguns de seus momentos interpretativos mais sublimes. Ele foi, por exemplo, o Vavá do clássico de Ruy Guerra Os Cafajestes(1962), e o marido tragicômico de Romance da Empregada(1987).

Para Daniel, para um grande amor não tem meio termo: “O que mais gosto é trabalhar como ator”, afirma sem titubear.

Envolvido com a Globo Filmes, Daniel anda afastado da TV, que o consagrou graças a projetos como Malu Mulher e a novela Selva de Pedra.

Do cinema, ele também ficou um tempo afastado, afinal desde o Romance da Empregada, ele não atuava na telona. O ator explica o intervalo: “Não recebi muitos convites. Nas poucas vezes que me chamaram, como em O que é Isso Companheiro?, não pude aceitar por causa de outros projetos.”

Segundo Daniel Filho, os produtores tem certo receio em convidá-lo a participar de filmes, em função de uma idéia errada que têm dele: “Há uma certa fantasia sobre quem é Daniel Filho. Por eu ser bem-sucedido, fica a impressão que não vou aceitar nada. É uma imagem errada. É como acontece na Globo Filmes. As pessoas cobram mais caro só porque tem o meu nome envolvido. É como entrar numa oficina com uma Mercedes. O preço do serviço não será o mesmo do Fusquinha.”

Com Querido Estranho, surgiu a oportunidade do reencontro com a sétima arte.

Daniel Filho fez com precisão o Alberto, personagem “derrotado e canalha” do filme, ajudado pelo roteiro: “O importante foi ter uma história boa. Assim, tudo fica melhor e mais fácil.”

O ator gostaria também de voltar a fazer televisão, apesar de sentir as mudanças inpostas ao meio pelo tempo: “Naquele ritmo de antigamente não dá mais para mim. A TV é um exercício que não posso mais deixar de ter em minha vida.”

Há dez anos, Daniel havia dito que a TV estava muito chata. Esta posição ele sustenta até hoje e justifica: “O problema é que falta outra TV Globo no mercado. A competição está muito distante. Existe espaço para isso no mercado brasileiro. O SBT, por exemplo, já foi mais forte e hoje não é uma ameaça.”

O artista, autor de uma bigrafia intitulada Antes que me Esqueçam, acredita que ninguém mais lembrará dele daqui há algum tempo: “Ninguém vai se lembrar de mim. Vivemos num país que não tem o exercício da memória. As pessoas esquecem de Paulo Gracindo e vivem idolatrando Juliana Paes. Para Glória Perez ser boa, ela não deve ser melhor que Janete Clair. Aqui não se consegue construir sem destruir. Hoje as pessoas já se esquecem de mim. Ninguém diz que sou eu o criador de Carga Pesada e A Grande Família.”

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    05/08/2004 0h00

    Daniel Filho voltou a exercitar uma de suas maiores paixões, o cinema, quando resolveu fazer o personagem principal de Querido Estranho. Na pele de um amargo pai de família, um dos grandes atores brasileiros, mostra com todo seu talento, uma especiaria rara no meio televisivo hoje, que está em plena forma artística.

    Sobre seu papel no novo filme, Daniel declarou que topou o convite “sem saber ao menos qual era o personagem”. Isto simplesmente porque deve à sétima arte alguns de seus momentos interpretativos mais sublimes. Ele foi, por exemplo, o Vavá do clássico de Ruy Guerra Os Cafajestes(1962), e o marido tragicômico de Romance da Empregada(1987).

    Para Daniel, para um grande amor não tem meio termo: “O que mais gosto é trabalhar como ator”, afirma sem titubear.

    Envolvido com a Globo Filmes, Daniel anda afastado da TV, que o consagrou graças a projetos como Malu Mulher e a novela Selva de Pedra.

    Do cinema, ele também ficou um tempo afastado, afinal desde o Romance da Empregada, ele não atuava na telona. O ator explica o intervalo: “Não recebi muitos convites. Nas poucas vezes que me chamaram, como em O que é Isso Companheiro?, não pude aceitar por causa de outros projetos.”

    Segundo Daniel Filho, os produtores tem certo receio em convidá-lo a participar de filmes, em função de uma idéia errada que têm dele: “Há uma certa fantasia sobre quem é Daniel Filho. Por eu ser bem-sucedido, fica a impressão que não vou aceitar nada. É uma imagem errada. É como acontece na Globo Filmes. As pessoas cobram mais caro só porque tem o meu nome envolvido. É como entrar numa oficina com uma Mercedes. O preço do serviço não será o mesmo do Fusquinha.”

    Com Querido Estranho, surgiu a oportunidade do reencontro com a sétima arte.

    Daniel Filho fez com precisão o Alberto, personagem “derrotado e canalha” do filme, ajudado pelo roteiro: “O importante foi ter uma história boa. Assim, tudo fica melhor e mais fácil.”

    O ator gostaria também de voltar a fazer televisão, apesar de sentir as mudanças inpostas ao meio pelo tempo: “Naquele ritmo de antigamente não dá mais para mim. A TV é um exercício que não posso mais deixar de ter em minha vida.”

    Há dez anos, Daniel havia dito que a TV estava muito chata. Esta posição ele sustenta até hoje e justifica: “O problema é que falta outra TV Globo no mercado. A competição está muito distante. Existe espaço para isso no mercado brasileiro. O SBT, por exemplo, já foi mais forte e hoje não é uma ameaça.”

    O artista, autor de uma bigrafia intitulada Antes que me Esqueçam, acredita que ninguém mais lembrará dele daqui há algum tempo: “Ninguém vai se lembrar de mim. Vivemos num país que não tem o exercício da memória. As pessoas esquecem de Paulo Gracindo e vivem idolatrando Juliana Paes. Para Glória Perez ser boa, ela não deve ser melhor que Janete Clair. Aqui não se consegue construir sem destruir. Hoje as pessoas já se esquecem de mim. Ninguém diz que sou eu o criador de Carga Pesada e A Grande Família.”

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