Ele já foi humilhado pelo pai de todas as formas: espancado por não querer casar, obrigado a desistir do sonho de ser padre, assumiu um filho que, na verdade, é seu irmão… Mas, na terceira fase de JK, depois que Licurgo (Luís Melo) morrer, finalmente Zinque (Dan Stulbach) vai poder vestir a batina.
“Minha participação terminava na segunda fase, mas os autores (Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira) decidiram ampliar a história de Zinque e eu adorei”, conta o ator.
Naturalmente que, por conta dessa passagem de tempo, o personagem terá de passar por um processo de envelhecimento. “A maquiagem vai ajudar a transformar Zinque num homem mais velho, e espero que o público goste”.
Zinque sairá da cidade para estudar. Quando voltar, já como padre, vai se dedicar a fazer caridades. “Ele sempre foi uma pessoa triste e deprimida por causa da repressão que sofria pelo pai”, analisa Stulbach. “Mesmo com tanto sofrimento, Zinque nunca deixou de ser um cara bondoso e delicado. E essas duas características vão ficar ainda mais evidentes”.
Dan acrescenta que, apesar de fazer parte de um núcleo fictício, os personagens da fazenda representam a família mineira da época: “A gente mostra o coronelismo mineiro, que era muito forte, e a questão da fervorosa religiosidade”.
Stulbach afirma que está feliz com a chance de trabalhar com Luís Melo, que nasceu para fazer papel de mau caráter: “Sempre assisti às peças que ele fazia. Trabalhar com Luís Melo é um sonho antigo e contracenar com ele tem sido uma grande escola. Ele sabe disso”.
Dan admite que, antes de entrar para a minissérie, conhecia pouco da história de Juscelino Kubitschek: “Estudei no Colégio Rio Branco, em São Paulo, e não se falava de JK. Tive de recorrer aos livros de História e à internet”.