A Record quer ser uma fábrica de novelas tão bem-sucedida comoo a Globo. Mas precisava ter seu próprio Projac, porque as instalações da emissora em São Paulo não comportam várias produções ao mesmo tempo. O primeiro passo foi comprar não só os estúdios de Renato Aragão na Barra da Tijuca, Rio (44 mil m²), como o terreno ao lado, de 35 mil m².
O investimento de R$ 8 milhões – só na compra dos estúdios – chega até o fim do ano a R$ 30 milhões, com a compra de equipamentos, contratação de 70 técnicos e construção de cinco novos estúdios (ano passado o faturamento da Record bateu R$ 500 milhões; este ano sobe a R$ 700 milhões).
“A Record não tem medo de investir, acredita na produção nacional”, diz o presidente da emissora, Alexandre Raposo. “A Record não se prepara para ser mais importante que a Globo, e sim que a CNN dos Estados Unidos”, alucina, por sua vez, o superintendente comercial da empresa, Walter Zagari.
A princípio, a emissora quer ter três horários de novela, para depois, investir em minisséries e novelinhas adolescentes. Nos estúdios de Renato Aragão, no Rio – que eram alugados pela Globo para programas como A Grande Família e serviu a filmes como Os Desafinados, com Rodrigo Santoro –, a Record vai construir dois novos estúdios, com mil m² cada um. Lá será gravada, a partir de agosto, sua próxima novela, com trama contemporânea, de Lauro César Muniz.