Ninguém mata sem motivo. Mesmo que este seja banal. Em O Homem do Ano, filme que marca a estréia do diretor José Henrique Fonseca em longa-metragem, a trajetória de um vendedor de carros usados desempregado que vira assassino profissional e, finalmente, dono de uma empresa de segurança, é traçada a partir de um acontecimento vulgar, corriqueiro, que vai ganhando uma surpreendente dimensão.Este anti-herói chama-se Máiquel (Murilo Benício), rapaz da periferia carioca, pinta o cabelo de loiro e acaba sentindo-se um novo homem. Casa-se com a cabeleireira Cledir (Cláudia Abreu), monta uma bem-sucedida firma de segurança em sociedade com o delegado Santana (Carlo Mossy) e vira o Homem do Ano, na sua comunidade. O filme está em cartaz nos cinemas do Pier 21 e da Academia de Tênis.