O programa do Ratinho vai sofrer novas modificações na sua estrutura, diante da chegada de Carlos Amorim para assumir o seu comando. Este é um fato consumado. Resta saber, a partir de agora, o que será dos antigos diretores Américo Ribeiro e Fábio Furiatti. Essa simples troca indica o desejo do SBT em fazer um upgrade na carreira do apresentador, entendendo que a fórmula do passado – incluindo-se DNA, pessoas desaparecidas, debates populares e outros do gênero – deve ser definitivamente arquivada. Não dá pra questionar o talento do Ratinho. Chegar aonde chegou, em tão pouco tempo na estrada, não foi por obra do acaso. A simplicidade e a maneira de se colocar diante de tudo, falando a linguagem do povo, são o seu diferencial em relação a outros conhecidos nomes da televisão brasileira. Existe essa identificação entre apresentador e público. Ele virou um ídolo nessa maneira de se comunicar. Teve, no seu começo, um “momento João Kleber”, quando fazia sensacionalismo barato, mas soube buscar um outro estilo, sem perder o filão que o projetou. Como todos no SBT, sofre com as constantes mudanças, principalmente de horário. Seu público o havia perdido de vista. Agora, às 18h50, não consegue reencontrar os índices, em função do bom momento vivido pelas concorrentes no horário. Com Amorim (ex-Domingo Espetacular), seu programa vai mudar de novo. Mas será que isso é bom? Ratinho corre o risco de perder o que ele tem de melhor, a sua autenticidade, caso fique moderninho demais. Fazer sorteios, decididamente, não é a sua praia. Entretanto, o terceiro lugar de hoje ocupado por seu programa não interessa a Silvio Santos. O empresário exige, no mínimo, a vice-liderança. Resta saber qual coelho que o Amorim tem escondido na sua cartola para devolver Ratinho ao lugar de antes, sem que isso o desfigure por completo.