Votação recorde (76 milhões e 637 mil votos), pane no site globo.com e a apresentação da roqueira baiana Pitty marcaram a grande final do Big Brother Brasil 8. E, assim, coroaram a vitória do carismático emo paulista Rafinha, o grande sortudo ganhador da nada desprezível quantia de R$ 1 milhão. Em segundo lugar ficou a concentrada e focada piauiense Gyselle.
A vitória premiou o jogador mais esperto desta edição, um rapaz de 26 anos que foi marcado pela extrema sorte (durante o programa ele ganhou dois carros, uma moto, três computadores e mais R$ 1 mil), pelo carisma (foi assediado durante todo o programa pelas colegas Juliana, Thalita, Bianca e Natália) e por jogar bem (sempre que pôde ele falou mal de seu antagonista, o psiquiatra Marcelo, para os outros confinados).
Não à toa, com tanto equilíbrio assim, Rafinha faturou a bolada com a menor diferença na final de um BBB: 50,15% da preferência popular contra 49,85% daqueles que escolheram Gyselle. O clímax não foi tão tenso ou caracterizado por emoção. Ambos os jogadores demonstraram não suportar mais ficar na casa recheada de mordomias (piscina, sauna, academia, cafofo do líder).
Queriam era encontrar a família e os amigos. Logo, saíram de mãos dadas, correndo – ao contrário do vencedor do BBB7, Diego Alemão, que extravasou a alegria pulando com roupa e tudo na piscina – e foram encontrar os seus. Rafinha foi abraçado por Natália, Marcos, Fernando, Juliana e sua turminha, gente que, na maioria dos casos, pouco acrescentou à atração. E vaticinou: “Galera, muito obrigado, valeu, eu tô rico!”, falou, demonstrando uma típica juvenil, apesar dos já rodados 26 anos.
Gyselle não quis nem saber. Cruzou por seus ex-companheiros de confinamento como num passe de mágica. Fez-se invisível e logo resolveu, sem pestanejar, subir as arquibancadas para cair nos braços de sua amada família. Sem demonstrar tristeza, confessou que estava muito era feliz. “Sou a mulher mais feliz do mundo, Bial, porque estou com a minha família”, comemorou.