Membros de um grupo radical ortodoxo russo exigiram que o show de Madonna, no qual a pop star norte-americana encena uma crucificação de mentira, seja proibido.
Os ingressos para o concerto de Madonna em 12 de setembro, parte de sua turnê mundial chamada Confessions, se esgotaram quase dois meses antes da data, apesar dos protestos de Igrejas cristãs.
A Igreja Ortodoxa incentivou os fiéis a ficar longe do show, em que Madonna canta e usa um crucifixo e uma coroa de espinhos, e o classificou como uma "blasfêmia".
Grupos ortodoxos radicais exigiram que o show fosse proibido. "Nunca permitiremos que ela profane nossos maiores ícones. Exigimos que Madonna saia do território russo", disse Leonid Simanovich-Nikshich, chefe de um grupo ortodoxo russo, a cerca de 100 partidários em uma praça no centro de Moscou.
"Dizem que Madonna é muito rica, mas o que significa toda essa riqueza se uma pessoa perdeu sua alma?", pergunta.
O Vaticano também acusou Madonna de blasfêmia e de provocação quando ela encenou a crucificação em Roma no mês passado.
Madonna já atraiu acusações de blasfêmia no passado. Em 1989, o videoclipe de sua canção Like a Prayer mostrava-a queimando cruzes e estátuas chorando sangue.