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Punk-rock made in Brasília

Arquivo Geral

13/07/2004 0h00

Brasília já exportou bandas que ganharam projeção nacional, como Legião Urbana, Capital Inicial e Raimundos. Chegou a vez de mais um grupo de rock deixar a capital. Com um estilo punk-rock, o grupo Cabeloduro lança o terceiro CD, Tudo que a Gente Tem, no Porão do Rock, no próximo sábado, e prepara mudança para São Paulo, em agosto.

Formada em Brasília em 1989, Cabeloduro foi o nome escolhido pelos quatro amigos que queriam tocar rock. Na formação atual, o vocalista Marcelo (ex-Maskavo Roots) ocupa o lugar de Beto Podrinho e toca ao lado de Ralph (guitarra), Gazu (baixo) e Daniel (bateria). “Com o Marcelo a banda ganhou um estilo diferente, afinal o vocalista é a cara do grupo”, afirma o integrante Ralph. A banda começou a se tornar profissional em 1993. “Antes, éramos apenas amigos que tocavam na casa de um deles”, completa Ralph.

A mudança para São Paulo é, principalmente, pela localização da cidade. “Queremos ter mais visibilidade, ficar mais perto das cidades do interior. Além das oportunidades serem maiores lá”, diz o vocalista. Mas, para eles, o objetivo não é aparecer na televisão e ser popular. “Temos um público específico e é ele que queremos atingir”, afirma Daniel.

O primeiro álbum, Com Todo Amor e Carinho, foi lançado em 1996, pelo selo independente RVC Music. Em 1999, lançam o segundo disco, #1, pelo selo carioca Tamborete Entertainment. O mais novo CD mostra um trabalho mais maduro e numa nova fase da banda. Gravado nos estúdios Minimax, em São Paulo, e lançando o selo Minimax, o disco traz 14 músicas compostas pelos próprios integrantes, conclusão de um trabalho mais experiente.

Com centenas de shows realizados por todo o Brasil, a banda carrega a experiência da estrada. As letras das músicas trazem o sarcasmo, mas ao mesmo tempo um pouco de reflexão. O grupo diz estar numa nova fase. Os integrantes têm em torno de 30 anos e dizem que não dá mais para ficar brincando. “Temos uma estrutura maior, um trabalho mais sério, estamos diferentes. A banda está mais equilibrada, mas não perdemos o estilo hardcore”, acredita o baterista Daniel.

A aposta é grande. A vontade dos quatro é viver só de música, mas por enquanto isso não é possível. “É o que todo artista quer, mas para sobreviver temos que fazer outras coisas paralelamente”, comenta Ralph. Agora, é esperar o resultado da mudança. “A gente aprende errando. Temos boas expectativas”, afirma o vocalista.

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    Formada em Brasília em 1989, Cabeloduro foi o nome escolhido pelos quatro amigos que queriam tocar rock. Na formação atual, o vocalista Marcelo (ex-Maskavo Roots) ocupa o lugar de Beto Podrinho e toca ao lado de Ralph (guitarra), Gazu (baixo) e Daniel (bateria). “Com o Marcelo a banda ganhou um estilo diferente, afinal o vocalista é a cara do grupo”, afirma o integrante Ralph. A banda começou a se tornar profissional em 1993. “Antes, éramos apenas amigos que tocavam na casa de um deles”, completa Ralph.

    A mudança para São Paulo é, principalmente, pela localização da cidade. “Queremos ter mais visibilidade, ficar mais perto das cidades do interior. Além das oportunidades serem maiores lá”, diz o vocalista. Mas, para eles, o objetivo não é aparecer na televisão e ser popular. “Temos um público específico e é ele que queremos atingir”, afirma Daniel.

    O primeiro álbum, Com Todo Amor e Carinho, foi lançado em 1996, pelo selo independente RVC Music. Em 1999, lançam o segundo disco, #1, pelo selo carioca Tamborete Entertainment. O mais novo CD mostra um trabalho mais maduro e numa nova fase da banda. Gravado nos estúdios Minimax, em São Paulo, e lançando o selo Minimax, o disco traz 14 músicas compostas pelos próprios integrantes, conclusão de um trabalho mais experiente.

    Com centenas de shows realizados por todo o Brasil, a banda carrega a experiência da estrada. As letras das músicas trazem o sarcasmo, mas ao mesmo tempo um pouco de reflexão. O grupo diz estar numa nova fase. Os integrantes têm em torno de 30 anos e dizem que não dá mais para ficar brincando. “Temos uma estrutura maior, um trabalho mais sério, estamos diferentes. A banda está mais equilibrada, mas não perdemos o estilo hardcore”, acredita o baterista Daniel.

    A aposta é grande. A vontade dos quatro é viver só de música, mas por enquanto isso não é possível. “É o que todo artista quer, mas para sobreviver temos que fazer outras coisas paralelamente”, comenta Ralph. Agora, é esperar o resultado da mudança. “A gente aprende errando. Temos boas expectativas”, afirma o vocalista.

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