Menu
Promoções

Psiquiatra no divã da Caixa

Arquivo Geral

27/08/2004 0h00

Melanie Klein atuou como poucos profissionais no estudo da mente humana. A psiquiatra austríaca, criada na Inglaterra, principal difusora da psicanálise infantil no século 19, foi discípula de Sigmund Freud, chegou a divergir do mestre. A partir de hoje, ela tem sua vida pessoal discutida no divã do Teatro da Caixa, onde estréia o espetáculo Melanie Klein, escrito pelo dramaturgo inglês Nicholas Wright, em 1988.

A montagem discute os conflitos entre a personagem-título, sua filha e uma admiradora de seu trabalho. Para os respectivos papéis foram escaladas a veterana do teatro e televisão brasileiros Nathália Timberg (de O Dono do Mundo, Éramos Seis e Porto dos Milagres), Carla Marins (Pedra Sobre Pedra e A Indomada) e Rita Elmor (Os Maias) que, sob a direção de Eduardo Tolentino, discutem relacionamentos familiares e, claro, as infinitas nuances da mente humana – especialmente a feminina.

Segundo o diretor, fundador do Grupo Tapa de teatro, a peça funciona de forma a “permitir que o público acompanhe a vida de pessoas extraordinárias que têm vidas tão comuns como as nossas”, como definiu. Por esse ângulo, o espectador é levado à sala de estar de Melanie, numa noite fria de 1934. A protagonista, sua filha Melitta Schmideberg (Carla) e sua discípula e admiradora Paula Heimann (Rita), trazem à tona possíveis contradições da senhora Klein, defendidos pelo ressentimento profundo de Melitta.

Nesse momento, é levantada uma polêmica. Melitta, radical opositora das teorias em torno da psicanálise infantil, acusa a mãe de ter manipulado os próprios filhos durante a infância para fazer descobertas e confirmar suas teses quanto ao comportamento humano. Carla Marins, a atriz que dá vida a Melitta no palco, falou ao Jornal de Brasília sobre a turnê nacional do espetáculo, iniciada em outubro do ano passado.

Segundo ela, apesar de o enredo contemplar reflexões em torno da psicanálise, o público terá facilidade em compreender a trama. “É um tema específico, mas que tem uma linguagem bem acessível”, previne. “Esse é um espetáculo que nunca está pronto. Estamos sempre estudando os personagens”, completa.

Marins, revelada na TV com a novela Hipertensão, de Wolf Maia, trilhou um caminho de ascendente em novelas e minisséries, desde então. Depois de fazer uma participação no episódio O Caipira, do Sítio do Pica-pau Amarelo, a atriz não emplacou nenhum novo trabalho na TV. A vontade de voltar à telinha, entretanto, existe. “O ator não tem muita escolha. Isso não é algo determinado por mim. Estou feliz porque têm pintado ótimas oportunidades no teatro”, revela.

    Você também pode gostar

    Psiquiatra no divã da Caixa

    Arquivo Geral

    27/08/2004 0h00

    Melanie Klein atuou como poucos profissionais no estudo da mente humana. A psiquiatra austríaca, criada na Inglaterra, principal difusora da psicanálise infantil no século 19, foi discípula de Sigmund Freud, chegou a divergir do mestre. A partir de hoje, ela tem sua vida pessoal discutida no divã do Teatro da Caixa, onde estréia o espetáculo Melanie Klein, escrito pelo dramaturgo inglês Nicholas Wright, em 1988.

    A montagem discute os conflitos entre a personagem-título, sua filha e uma admiradora de seu trabalho. Para os respectivos papéis foram escaladas a veterana do teatro e televisão brasileiros Nathália Timberg (de O Dono do Mundo, Éramos Seis e Porto dos Milagres), Carla Marins (Pedra Sobre Pedra e A Indomada) e Rita Elmor (Os Maias) que, sob a direção de Eduardo Tolentino, discutem relacionamentos familiares e, claro, as infinitas nuances da mente humana – especialmente a feminina.

    Segundo o diretor, fundador do Grupo Tapa de teatro, a peça funciona de forma a “permitir que o público acompanhe a vida de pessoas extraordinárias que têm vidas tão comuns como as nossas”, como definiu. Por esse ângulo, o espectador é levado à sala de estar de Melanie, numa noite fria de 1934. A protagonista, sua filha Melitta Schmideberg (Carla) e sua discípula e admiradora Paula Heimann (Rita), trazem à tona possíveis contradições da senhora Klein, defendidos pelo ressentimento profundo de Melitta.

    Nesse momento, é levantada uma polêmica. Melitta, radical opositora das teorias em torno da psicanálise infantil, acusa a mãe de ter manipulado os próprios filhos durante a infância para fazer descobertas e confirmar suas teses quanto ao comportamento humano. Carla Marins, a atriz que dá vida a Melitta no palco, falou ao Jornal de Brasília sobre a turnê nacional do espetáculo, iniciada em outubro do ano passado.

    Segundo ela, apesar de o enredo contemplar reflexões em torno da psicanálise, o público terá facilidade em compreender a trama. “É um tema específico, mas que tem uma linguagem bem acessível”, previne. “Esse é um espetáculo que nunca está pronto. Estamos sempre estudando os personagens”, completa.

    Marins, revelada na TV com a novela Hipertensão, de Wolf Maia, trilhou um caminho de ascendente em novelas e minisséries, desde então. Depois de fazer uma participação no episódio O Caipira, do Sítio do Pica-pau Amarelo, a atriz não emplacou nenhum novo trabalho na TV. A vontade de voltar à telinha, entretanto, existe. “O ator não tem muita escolha. Isso não é algo determinado por mim. Estou feliz porque têm pintado ótimas oportunidades no teatro”, revela.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado