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Projetos não atendem demanda

Arquivo Geral

27/03/2004 0h00

Embora desenvolva políticas nacionais voltada para várias artes, entre elas o circo, o teatro e a ópera, os projetos da Fundação Nacional de Arte (Funarte) parecem não estar chegando a onde o povo do circo mora.

Em Brasília, apenas duas empresas ligadas à atividade circense – Portugal Produções Artísticas (Circo Portugal) e Indústria e Comércio de Coberturas Plásticas Ltda (Circo Gama) – receberam o Prêmio Funarte de Estímulo ao Circo.

“É estranho que uma loja de lonas para circo tenha recebido R$ 8 mil da Funarte”, desconfia José Carlos Silva, o palhaço Plim-Plim, que mandou uma carta para a Funarte pedindo explicações referentes ao prêmio. Os esclarecimentos partiram de Carlos Cavalcanti, coordenador da Funarte Brasília. “A razão da empresa (Circo Gama) é este mesmo, pois ele também fabrica e aluga lonas, e atende a todos os outros critérios”.

Foram 37 companhias circences que levaram os R$ 8 mil pelo Prêmio de Estímulo ao Circo 2003 (Funarte).

Foram indicadas à premiação 57 companhias de todo o Brasil e que estão legalmente constituídas e com espetáculos em lonas itinerantes e, em atividade no mínimo há dois anos, conforme estabelece o regulamento da Funarte.

Mas, Plim-Plim também não gostou do desinteresse mostrado pelos órgãos ligados à cultura da capital federal durante o I Fórum do Circo, que se realizaria na Câmara dos Deputados, dia 4 de fevereiro desse ano. O evento não ocorreu por falta de quórum. “É deplorável a desatenção que desprendem os homens do governo às artes cênicas”.

No mês que vem, a Funarte realiza a primeira etapa do Seminário Nacional do Circo. “Pensaremos políticas comuns para a atuação dos circos no Brasil”, anunciou Antônio Grassi, presidente do órgão ligado ao Ministério da Cultura. “Também criaremos uma Coordenação Nacional do Circo na nova estrutura da Funarte, independente da direção da Escola Nacional de Circo, para discutir e estabelecer projetos e ações dentro das políticas públicas na área circense”, revela.

Popular Outro projeto do Ministério da Cultura, Projeto Circo Vivo – Conhecendo e Identificando a Cultura Popular Brasileira, que será lançado hoje em Brasília, também deve fortalecer a arte mambembe.

O projeto aproveita a estrutura dos circos para fazer oficinas de capacitação e manifestações dos vários setores culturais em todo o país, de forma bem regionalizada. “Vamos integrar as linguagens do teatro, da dança, do cinema e do livro com as técnicas circenses através de oficinas e espetáculos que transformarão as lonas em centros de difusão cultural e interação com os processos culturais locais” afirma Sérgio Mamberti, secretário de Apoio à Preservação da Identidade Cultural, que comanda a iniciativa inovadora.

Ao todo, 25 cidades de todas as regiões do país serão beneficiadas. A estimativa é que o projeto empenhe R$ 2 milhões nos próximos três anos para a circulação dessa rede de atividades artísticas que deve começar pela Região Norte. “Começaremos pela região que abarca Brasília, Belém (Pará), Maranhão e norte de Minas”.

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    27/03/2004 0h00

    Embora desenvolva políticas nacionais voltada para várias artes, entre elas o circo, o teatro e a ópera, os projetos da Fundação Nacional de Arte (Funarte) parecem não estar chegando a onde o povo do circo mora.

    Em Brasília, apenas duas empresas ligadas à atividade circense – Portugal Produções Artísticas (Circo Portugal) e Indústria e Comércio de Coberturas Plásticas Ltda (Circo Gama) – receberam o Prêmio Funarte de Estímulo ao Circo.

    “É estranho que uma loja de lonas para circo tenha recebido R$ 8 mil da Funarte”, desconfia José Carlos Silva, o palhaço Plim-Plim, que mandou uma carta para a Funarte pedindo explicações referentes ao prêmio. Os esclarecimentos partiram de Carlos Cavalcanti, coordenador da Funarte Brasília. “A razão da empresa (Circo Gama) é este mesmo, pois ele também fabrica e aluga lonas, e atende a todos os outros critérios”.

    Foram 37 companhias circences que levaram os R$ 8 mil pelo Prêmio de Estímulo ao Circo 2003 (Funarte).

    Foram indicadas à premiação 57 companhias de todo o Brasil e que estão legalmente constituídas e com espetáculos em lonas itinerantes e, em atividade no mínimo há dois anos, conforme estabelece o regulamento da Funarte.

    Mas, Plim-Plim também não gostou do desinteresse mostrado pelos órgãos ligados à cultura da capital federal durante o I Fórum do Circo, que se realizaria na Câmara dos Deputados, dia 4 de fevereiro desse ano. O evento não ocorreu por falta de quórum. “É deplorável a desatenção que desprendem os homens do governo às artes cênicas”.

    No mês que vem, a Funarte realiza a primeira etapa do Seminário Nacional do Circo. “Pensaremos políticas comuns para a atuação dos circos no Brasil”, anunciou Antônio Grassi, presidente do órgão ligado ao Ministério da Cultura. “Também criaremos uma Coordenação Nacional do Circo na nova estrutura da Funarte, independente da direção da Escola Nacional de Circo, para discutir e estabelecer projetos e ações dentro das políticas públicas na área circense”, revela.

    Popular Outro projeto do Ministério da Cultura, Projeto Circo Vivo – Conhecendo e Identificando a Cultura Popular Brasileira, que será lançado hoje em Brasília, também deve fortalecer a arte mambembe.

    O projeto aproveita a estrutura dos circos para fazer oficinas de capacitação e manifestações dos vários setores culturais em todo o país, de forma bem regionalizada. “Vamos integrar as linguagens do teatro, da dança, do cinema e do livro com as técnicas circenses através de oficinas e espetáculos que transformarão as lonas em centros de difusão cultural e interação com os processos culturais locais” afirma Sérgio Mamberti, secretário de Apoio à Preservação da Identidade Cultural, que comanda a iniciativa inovadora.

    Ao todo, 25 cidades de todas as regiões do país serão beneficiadas. A estimativa é que o projeto empenhe R$ 2 milhões nos próximos três anos para a circulação dessa rede de atividades artísticas que deve começar pela Região Norte. “Começaremos pela região que abarca Brasília, Belém (Pará), Maranhão e norte de Minas”.

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