Barbara Broccoli, produtora há mais de uma década dos filmes do agente 007, consegue imaginar um James Bond negro, mas não homossexual.
“Definitivamente poderia ter um James Bond negro, da mesma forma que já há um presidente americano negro”, afirma Barbara em declarações publicadas nesta quinta-feira (6) pela edição digital da revista alemã Stern.
No entanto, rejeita taxativamente a possibilidade de o agente secreto britânico chegar a ser homossexual, já que isso seria contraditório com “seu caráter original”.
Também dá por acabada a fase de dândi ou cavalheiro elegante representado inicialmente pelos atores Sean Connery e Roger Moore, já que o 007 atual “deve ser durão”.
“Bond é um reflexo de seu tempo. Nos anos 1980, pensava-se que tudo era maravilhoso e que as coisas sempre continuariam assim. Essa foi a geração do eu, o tempo da opulência e da extravagância”, explica Barbara.
A produtora acrescenta que os tempos mudaram radicalmente e que o que preocupa atualmente são “a crise financeira, a destruição do meio ambiente e o terrorismo. Hoje não podemos ser frívolos. Seria inadequado”.
Desde a morte, em 1996, do pai de Barbara, Albert “Cubby” Broccoli, Barbara é responsável, juntamente com seu meio-irmão Michael G. Wilson, pela versão cinematográfica do agente 007, que sempre fez parte de sua vida, afirma.
Barbara conta que tinha um ano de idade quando seu pai “assinou o contrato com Ian Fleming”, o escritor que criou a figura de James Bond.
“E como em casa sempre se falava sobre James Bond, eu pensava que era uma pessoa de verdade. Até que com seis ou sete anos, me encontrava em uma gravação no Japão que me dei conta”, relata Barbara.