Em um relatório realizado por encomenda do Executivo francês, o produtor inclui uma fórmula que consiste em cobrar “uma pequena porcentagem” a companhias com sites de busca, como a Google, afirmou Zelnik hoje ao jornal “Libération”.
Em setembro do ano passado, Zelnik recebeu a tarefa de formular propostas para melhorar a remuneração dos criadores de conteúdos, dentro da luta do Governo francês contra o download ilegal de conteúdos na rede.
Este “imposto Google”, como já é conhecido, “consistiria em perceber uma pequena porcentagem dos 800 milhões de euros do faturamento do site de buscas na França”, e Zelnik propõe que se fale sobre sua instauração “diretamente a um nível europeu”.
Afirma também que a criação de um imposto semelhante “é jurídica e tecnicamente possível”, mas reconhece que a França não poderá aplicá-lo sozinho e que precisará da coordenação com outros países europeus.
“Os sites de busca precisam de nossos conteúdos, os provedores de acesso (à internet) também, e agora se trata de ter uma estratégia global sobre estas questões”, defende Zelnik.
Esse imposto que seria cobrado da Google e de outros sites de busca serviria para financiar o pacote de propostas destinadas a favorecer os criadores, entre elas um rebaixamento do imposto aplicado nas ofertas combinadas de acesso à internet comercializadas pelos operadores de telecomunicações.