Os primeiros filmes em curta-metragem da mostra competitiva em 35 milímetros fazem o paralelo entre a ficção e o documentário, o amor e a guerra. O primeiro curta da programação do 39° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro será do premiado curta-metragista pernambucano Kléber Mendonça Filho (melhor direção e Prêmio da Crítica de 2004 por Vinil Verde).
Em seu quinto filme, Noite de Sexta, Manhã de Sábado, Kléber volta com um romance, sobre o qual não adianta muitos detalhes. "É um filme que se entende aos poucos. Pode ser descrito como um filme de amor", diz.
O cineasta contou ainda que está com pelo menos dois projetos engatilhados em curta-metragem e que, apesar de sonhar com o longa, não acredita que um formato seja superior ao outro. "Os curtas devem bastar em si. Não os vejo como ensaios ou degrau para o longa", considera.
Seu concorrente na noite será o documentário de um estreante: Maurício Kinoshita. O paulistano apresenta ao público Hibakusha: Herdeiros Atômicos no Brasil. Hibakusha é o termo em japonês utilizado para designar as vítimas de bombas atômicas. Comparados a doentes infecto-contagiosos, muitos desses sobreviventes passaram a omitir sua condição de hibakusha por temer a marginalização. Maurício volta as lentes para alguns desses hibakushas que se refugiaram no Brasil após os ataques de Hiroshima e Nagasaki.