O presidente de Ruanda, Paul Kagame, criticou o filme indicado ao Oscar Hotel Ruanda, dizendo que é uma tentativa de reescrever a história do genocídio ocorrido no país africano em 1994.
O filme de 2004 reacendeu o interesse mundial nos massacres, nos quais cerca de 800 mil tutsis, a etnia minoritária no país, e hutus moderados foram mortos em 100 dias de matança.
Hotel Ruanda é estrelado por Don Cheadle no papel de Paul Rusesabagina, o gerente de um hotel de luxo em Kigali, a capital de Ruanda, que aproveita sua posição para ajudar a salvar mais de 1,2 mil refugiados tutsis.
Kagame disse que o retrato que o filme faz de Rusesabagina como herói durante o genocídio é falso. "Não tem nada a ver com Rusesabagina", disse Kagame a jornalistas, durante viagem a Washington.
Kagame, que é tutsi, disse que outra razão pela qual muitas vidas foram salvas no hotel foi o fato das negociações conduzidas entre seu grupo rebelde e o governo interino da época para trocar tutsis hospedados no hotel por soldados hutus capturados por seu grupo.