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Porta aberta para os violeiros de todo o País

Arquivo Geral

02/04/2005 0h00

“Já que nosso ramo é o dos agronegócios, nada melhor do que incentivar a música de raiz”. Em tom acidental de trocadilho, a frase do produtor cultural Antoine Kolokathis dá a nota exata sobre o Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola, cuja segunda edição tem inscrições abertas, para violeiros de todo o País, até o dia 30 deste mês. A Syngenta, com matriz em Basiléia (Suíça) e uma sede em Campinas (SP), é atualmente uma das principais referências mundiais no segmento chamado agribusiness.

Assim como no ano passado, o Prêmio Syngenta terá eliminatórias em diferentes cidades. “A etapa de Brasília, este ano, vai para Goiânia, pois o estado de Goiás tem uma musicalidade muito forte”, destacou o violeiro Ivan Vilella, pesquisador e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas e curador do prêmio desde seu lançamento.

O fato de Goiânia sediar uma eliminatória não tira Brasília do páreo – até porque uma das características do concurso é possibilitar escolha de praça ao artista inscrito, independentemente de sua origem. “O mundo da viola é um universo onde os tocadores se comunicam muito”, resume o músico.

Ano passado, 15 violeiros de Brasília se inscreveram e fizeram bonito. O mesmo entusiasmo foi encontrado nas outras praças, razão pela qual, este ano, os incentivos estão maiores, totalizando R$ 55 mil em prêmios. Ao primeiro lugar serão destinados R$ 10 mil, R$ 8 mil ao segundo, R$ 6 mil ao terceiro, R$ 4 mil ao quarto e R$ 2 mil ao quinto. Além desses, outros 11 classificados, junto aos finalistas, receberão prêmios de incentivo e terão suas obras incluídas em um CD a ser gravado durante a final.

novo seloFoi tamanho o sucesso da primeira edição do prêmio que, este ano, a empresa prevê a criação de um selo musical, o Kalamata. “Os resultados da primeira edição superaram as nossas expectativas, tanto em relação à qualidade das músicas inscritas quanto por sua abrangência nacional”, costurou Antonio Carlos Costa, diretor de Marketing da Syngenta.

Ponto para os novos talentos – como a carioca Andréa Carneiro, atualmente trabalhando na edição de um songbook de viola brasileira, e o gaúcho Sidnei de Oliveira, vencedor do prêmio no ano passado com o galope Esplendor. Atualmente estudando em Ribeirão Preto – é um dos alunos de Ivan Vilella no curso de Música da USP –, ele teve sua vida radicalmente mudada a partir dessa premiação. “Trabalhava na construção civil, como pedreiro, e gostava de cantar e tocar, mas não tinha tempo”, lembra.

Sidnei descobriu a viola quase ao acaso. Foi quando a TV Manchete exibiu a novela Pantanal, que tinha, entre outros destaques, o violeiro Almir Sater desfiando seu talento com as cordas. Juntou dinheiro, adquiriu o método de viola e começou a estudar por conta própria. Não esperava chegar a uma finalíssima do prêmio, mas arriscou e percebeu que agora é que começa o trabalho.

O violeiro sul-mato-grossense, aliás, tem muito a ver com a “redescoberta” da viola no Brasil. “Almir Sater mudou bastante o conceito de viola”, acentua Ivan Vilella. “Primeiro em Pantanal, depois em O Rei do Gado, as pessoas foram, aos poucos, descobrindo que lá estava um violeiro de mão cheia, que não era aquele velho desdentado em cujo protótipo parecia estar a primeira imagem que as pessoas formam de um tocador de viola”.

Destacando o caráter “idiomático” do instrumento, Vilella vai além, afirmando que “o melhor jeito de gostar do Brasil é conhecer mais o Brasil”, por meio, quem sabe, da devida valorização da riqueza musical do País. “A viola incorpora elementos de todos os gêneros musicais. Vamos tentar pegar o melhor”.

As datas ainda não estão definidas, mas os interessados podem fazer suas inscrições no site da Direção Cultura (www.direcaocultura.com.br), onde também se encontram todas as informações acerca do concurso. Maiores detalhes pelo telefone (19) 3233.5418.

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    02/04/2005 0h00

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    Assim como no ano passado, o Prêmio Syngenta terá eliminatórias em diferentes cidades. “A etapa de Brasília, este ano, vai para Goiânia, pois o estado de Goiás tem uma musicalidade muito forte”, destacou o violeiro Ivan Vilella, pesquisador e diretor da Orquestra Filarmônica de Violas e curador do prêmio desde seu lançamento.

    O fato de Goiânia sediar uma eliminatória não tira Brasília do páreo – até porque uma das características do concurso é possibilitar escolha de praça ao artista inscrito, independentemente de sua origem. “O mundo da viola é um universo onde os tocadores se comunicam muito”, resume o músico.

    Ano passado, 15 violeiros de Brasília se inscreveram e fizeram bonito. O mesmo entusiasmo foi encontrado nas outras praças, razão pela qual, este ano, os incentivos estão maiores, totalizando R$ 55 mil em prêmios. Ao primeiro lugar serão destinados R$ 10 mil, R$ 8 mil ao segundo, R$ 6 mil ao terceiro, R$ 4 mil ao quarto e R$ 2 mil ao quinto. Além desses, outros 11 classificados, junto aos finalistas, receberão prêmios de incentivo e terão suas obras incluídas em um CD a ser gravado durante a final.

    novo seloFoi tamanho o sucesso da primeira edição do prêmio que, este ano, a empresa prevê a criação de um selo musical, o Kalamata. “Os resultados da primeira edição superaram as nossas expectativas, tanto em relação à qualidade das músicas inscritas quanto por sua abrangência nacional”, costurou Antonio Carlos Costa, diretor de Marketing da Syngenta.

    Ponto para os novos talentos – como a carioca Andréa Carneiro, atualmente trabalhando na edição de um songbook de viola brasileira, e o gaúcho Sidnei de Oliveira, vencedor do prêmio no ano passado com o galope Esplendor. Atualmente estudando em Ribeirão Preto – é um dos alunos de Ivan Vilella no curso de Música da USP –, ele teve sua vida radicalmente mudada a partir dessa premiação. “Trabalhava na construção civil, como pedreiro, e gostava de cantar e tocar, mas não tinha tempo”, lembra.

    Sidnei descobriu a viola quase ao acaso. Foi quando a TV Manchete exibiu a novela Pantanal, que tinha, entre outros destaques, o violeiro Almir Sater desfiando seu talento com as cordas. Juntou dinheiro, adquiriu o método de viola e começou a estudar por conta própria. Não esperava chegar a uma finalíssima do prêmio, mas arriscou e percebeu que agora é que começa o trabalho.

    O violeiro sul-mato-grossense, aliás, tem muito a ver com a “redescoberta” da viola no Brasil. “Almir Sater mudou bastante o conceito de viola”, acentua Ivan Vilella. “Primeiro em Pantanal, depois em O Rei do Gado, as pessoas foram, aos poucos, descobrindo que lá estava um violeiro de mão cheia, que não era aquele velho desdentado em cujo protótipo parecia estar a primeira imagem que as pessoas formam de um tocador de viola”.

    Destacando o caráter “idiomático” do instrumento, Vilella vai além, afirmando que “o melhor jeito de gostar do Brasil é conhecer mais o Brasil”, por meio, quem sabe, da devida valorização da riqueza musical do País. “A viola incorpora elementos de todos os gêneros musicais. Vamos tentar pegar o melhor”.

    As datas ainda não estão definidas, mas os interessados podem fazer suas inscrições no site da Direção Cultura (www.direcaocultura.com.br), onde também se encontram todas as informações acerca do concurso. Maiores detalhes pelo telefone (19) 3233.5418.

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