Menu
Promoções

População acima de 30 anos é maior vítima

Arquivo Geral

26/07/2004 0h00

Provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas se manifesta tardiamente nos infectados. Por isso, uma das maiores preocupações do Ministério da Saúde é com a população com mais de 30 anos que contraiu a doença anos antes de iniciado o programa de controle e precisa de tratamento e acompanhamento adequados.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas, Márcio Vinhaes, a infecção daquelas pessoas chega a interferir na economia do País. “Os infectados se aposentam mais cedo e, assim, há uma perda muito grande na produtividade”, destaca.

A doença de Chagas tem duas fases: a aguda e a crônica. A fase aguda diz respeito ao início do seu desenvolvimento e, na maioria das vezes, é assintomática. O máximo de sintomas que pode apresentar é febre alta e mal-estar. “A descoberta da doença nessa fase inicial é extremamente importante, pois os recursos de tratamento hoje disponíveis podem, inclusive, proporcionar cura total da infecção, especialmente se o remédio for dado adequada e precocemente”, destaca o técnico.

A fase crônica da doença manifesta-se em um período de dez a 15 anos após a infecção, evoluindo para quadros mais problemáticos. Suas formas mais graves são quando a doença afeta o coração ou o sistema digestivo.

O diagnóstico da doença de Chagas é feito por exames parasitológicos diretos ou indiretos e imunológicos. “O exame permite identificar a presença do parasita causador da doença no sangue ou de anticorpos específicos”, explica o coordenador.

Embora a transmissão da doença não se dê tão facilmente – pois é preciso um contato prolongado e freqüente do homem com o barbeiro infectado –, alguns cuidados ajudar a preveni-la.

O Ministério da Saúde orienta a população a evitar fazer estoque de madeira e comida dentro de casa, pois servem de alimentos para animais pequenos. O problema é que esses animais podem carregar o inseto transmissor da doença de maneira passiva para dentro de casa. É preciso ainda manter a casa sempre limpa, iluminada, arejada e sem frestas onde o barbeiro possa se esconder. Se possível, é bom que as casas estejam distantes de galinheiros.

“Ao encontrar algum inseto dentro de casa, os moradores das áreas de risco da doença devem procurar um agente de saúde para identificá-lo”, recomenda Márcio Vinhaes. “Médicos, enfermeiros, professores e pais de família devem estar atentos aos casos de pessoas com febre prolongada e outros sintomas, especialmente nas regiões consideradas de risco ou após transfusões de sangue”, completa.

    Você também pode gostar

    População acima de 30 anos é maior vítima

    Arquivo Geral

    26/07/2004 0h00

    Provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a doença de Chagas se manifesta tardiamente nos infectados. Por isso, uma das maiores preocupações do Ministério da Saúde é com a população com mais de 30 anos que contraiu a doença anos antes de iniciado o programa de controle e precisa de tratamento e acompanhamento adequados.

    Segundo o coordenador do Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas, Márcio Vinhaes, a infecção daquelas pessoas chega a interferir na economia do País. “Os infectados se aposentam mais cedo e, assim, há uma perda muito grande na produtividade”, destaca.

    A doença de Chagas tem duas fases: a aguda e a crônica. A fase aguda diz respeito ao início do seu desenvolvimento e, na maioria das vezes, é assintomática. O máximo de sintomas que pode apresentar é febre alta e mal-estar. “A descoberta da doença nessa fase inicial é extremamente importante, pois os recursos de tratamento hoje disponíveis podem, inclusive, proporcionar cura total da infecção, especialmente se o remédio for dado adequada e precocemente”, destaca o técnico.

    A fase crônica da doença manifesta-se em um período de dez a 15 anos após a infecção, evoluindo para quadros mais problemáticos. Suas formas mais graves são quando a doença afeta o coração ou o sistema digestivo.

    O diagnóstico da doença de Chagas é feito por exames parasitológicos diretos ou indiretos e imunológicos. “O exame permite identificar a presença do parasita causador da doença no sangue ou de anticorpos específicos”, explica o coordenador.

    Embora a transmissão da doença não se dê tão facilmente – pois é preciso um contato prolongado e freqüente do homem com o barbeiro infectado –, alguns cuidados ajudar a preveni-la.

    O Ministério da Saúde orienta a população a evitar fazer estoque de madeira e comida dentro de casa, pois servem de alimentos para animais pequenos. O problema é que esses animais podem carregar o inseto transmissor da doença de maneira passiva para dentro de casa. É preciso ainda manter a casa sempre limpa, iluminada, arejada e sem frestas onde o barbeiro possa se esconder. Se possível, é bom que as casas estejam distantes de galinheiros.

    “Ao encontrar algum inseto dentro de casa, os moradores das áreas de risco da doença devem procurar um agente de saúde para identificá-lo”, recomenda Márcio Vinhaes. “Médicos, enfermeiros, professores e pais de família devem estar atentos aos casos de pessoas com febre prolongada e outros sintomas, especialmente nas regiões consideradas de risco ou após transfusões de sangue”, completa.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado