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Pontão é o novo palco de Brasília

Arquivo Geral

26/02/2005 0h00

Brasília não tem praia, mas onda é o que não falta. O porto mais charmoso da Orla do Lago Paranoá, o Pontão Sul, é o mais novo centro de entretenimento do DF e agendou para 2005 uma série de eventos nacionais e internacionais que vão sacudir a cidade. A primeira grande atração será o Vivo Open Air, uma megafesta multimídia marcada para o período de 11 a 29 de maio. Promovido pela Vivo, a maior operadora de telefonia móvel do Hemisfério Sul, o Open Air é um evento já conhecido na Alemanha, França e Suíça, tendo estreado no Brasil no ano passado (somente no Rio e em São Paulo) e demandando, este ano, um investimento de R$ 10 milhões.

Trata-se de um festival que, num primeiro momento apresentado pela organização como um “evento cinematográfico”, na verdade expande suas fronteiras para compor uma cena múltipla de cinema, música, artes plásticas, performances e gastronomia. É compreensível que a divulgação centre o foco no cinema, já que a grande atração do Vivo Open Air mesmo é uma tela gigantesca de 282 metros quadrados, equivalente a um prédio de seis andares.

“A área de cinema é o nosso foco, mas o Vivo Open Air não é um festival do nível dos que se realizam em Brasília, no Rio ou em Gramado”, explica o curador de cinema do evento, Carlos Nader. “É uma festa, também dirigida aos cinéfilos, tendo na abertura filmes brasileiros e, na seqüência, clássicos do cinema e produções fora do circuito”.

no telãoO pacote de cinema está bem-servido. Para Brasília (o evento estréia primeiro em São Paulo e depois cumpre temporada no Rio), estão confirmados os nacionais Cabra Cega, de Toni Venturi, O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto, e Quase Dois Irmãos – todos da safra recente, já conhecidos do público do Festival de Cinema de Brasília.

De internacional, serão exibidos, entre outros, Primer, de Shane Carruth; os clássicos Rocky Horror Picture Show (sucesso de Jim Sharman dos anos 70) e A Noviça Rebelde (um emblema dos anos 70, do diretor Robert Wise) e Polyester, de John Walters, este último com uma novidade para o público: o sofisticado odorama, sistema que permite ao telespectador sentir os cheiros de cenas específicas do filme.

Cada exibição de cinema será sucedida por uma sessão musical, comandada pelo DJ Will Robinson com o VJ Bijari, mais participações especiais como as do DJ Dolores e atrações inéditas em Brasília, como a ópera-rock Eu e Meu Guarda-Chuva, do titã Branco Mello, show de Los Sebosos Postiços (projeto paralelo da Nação Zumbi), mix com os Parlapatões e performances de dublagens com artistas da cena nacional.

tendas “A parte musical é a cereja do bolo”, exalta Rafael Dragaud, curador de música. “Mas um destaque do Vivo Open Air é mesmo o conceito de sinestesia, de um evento que propicia ao público experimentar uma mistura de sensações”, acrescenta o cenógrafo Marcello Dantas, integrante da equipe. “É uma festa de cinema, mais prazer auditivo, mais odores e sabor, tudo numa cenografia que traduz o conceito de que tudo é uma festa só”.

Para conseguir este efeito, a produção investiu pesado num sistema em que todos estarão circulando em gigantescos tubos, que darão acesso a diferentes tendas. “Nós experimentamos o mundo por meio de um sistema de tubos, somos recheados de tubos que têm por finalidade fazer-nos perceber o mundo”, resume o cenógrafo.

Todas as tendas serão transparentes, o que dará a nítida sensação de que o evento é, literalmente, realizado ao ar livre. Quanto aos tubos, complementa Marcello Dantas, terão a função de passar ao público a impressão de que tudo no evento está conectado. E, de fato, assim o será.

Além das atrações musicais e performáticas de nível nacional, o Vivo Open Air terá interação com alguns expoentes da cena artística local – por enquanto, nada ainda definido pela produção. Também as tendas gastronômicas terão as devidas representações dos bons restaurantes de Brasília.

Enfim, está tudo articulado para que o Vivo Open Air seja um acontecimento marcante. “É aquele evento ao qual, se você não for, certamente vai se arrepender mais tarde, pois dificilmente verá tanta coisa junta em outra situação”, exalta Dragaud.

“Queremos demonstrar nosso apreço pelo mercado e pela gente de Brasília”, alinhava o vice-presidente executivo de Marketing e Inovação da Vivo, Luís Avellar. “No ano passado comemoramos os 450 anos de São Paulo, e nada mais justo do que brindar, este ano, aos 45 anos de Brasília”. Faz sentido. Inclusive porque a capital federal é a cidade com maior número de celulares por habitante.

Em tempo: o Vivo Open Air tem todo o glamour de um megaevento ao ar livre, mas a exemplo das demais praças onde se realiza, cobrará ingressos do público.

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    26/02/2005 0h00

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    Trata-se de um festival que, num primeiro momento apresentado pela organização como um “evento cinematográfico”, na verdade expande suas fronteiras para compor uma cena múltipla de cinema, música, artes plásticas, performances e gastronomia. É compreensível que a divulgação centre o foco no cinema, já que a grande atração do Vivo Open Air mesmo é uma tela gigantesca de 282 metros quadrados, equivalente a um prédio de seis andares.

    “A área de cinema é o nosso foco, mas o Vivo Open Air não é um festival do nível dos que se realizam em Brasília, no Rio ou em Gramado”, explica o curador de cinema do evento, Carlos Nader. “É uma festa, também dirigida aos cinéfilos, tendo na abertura filmes brasileiros e, na seqüência, clássicos do cinema e produções fora do circuito”.

    no telãoO pacote de cinema está bem-servido. Para Brasília (o evento estréia primeiro em São Paulo e depois cumpre temporada no Rio), estão confirmados os nacionais Cabra Cega, de Toni Venturi, O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto, e Quase Dois Irmãos – todos da safra recente, já conhecidos do público do Festival de Cinema de Brasília.

    De internacional, serão exibidos, entre outros, Primer, de Shane Carruth; os clássicos Rocky Horror Picture Show (sucesso de Jim Sharman dos anos 70) e A Noviça Rebelde (um emblema dos anos 70, do diretor Robert Wise) e Polyester, de John Walters, este último com uma novidade para o público: o sofisticado odorama, sistema que permite ao telespectador sentir os cheiros de cenas específicas do filme.

    Cada exibição de cinema será sucedida por uma sessão musical, comandada pelo DJ Will Robinson com o VJ Bijari, mais participações especiais como as do DJ Dolores e atrações inéditas em Brasília, como a ópera-rock Eu e Meu Guarda-Chuva, do titã Branco Mello, show de Los Sebosos Postiços (projeto paralelo da Nação Zumbi), mix com os Parlapatões e performances de dublagens com artistas da cena nacional.

    tendas “A parte musical é a cereja do bolo”, exalta Rafael Dragaud, curador de música. “Mas um destaque do Vivo Open Air é mesmo o conceito de sinestesia, de um evento que propicia ao público experimentar uma mistura de sensações”, acrescenta o cenógrafo Marcello Dantas, integrante da equipe. “É uma festa de cinema, mais prazer auditivo, mais odores e sabor, tudo numa cenografia que traduz o conceito de que tudo é uma festa só”.

    Para conseguir este efeito, a produção investiu pesado num sistema em que todos estarão circulando em gigantescos tubos, que darão acesso a diferentes tendas. “Nós experimentamos o mundo por meio de um sistema de tubos, somos recheados de tubos que têm por finalidade fazer-nos perceber o mundo”, resume o cenógrafo.

    Todas as tendas serão transparentes, o que dará a nítida sensação de que o evento é, literalmente, realizado ao ar livre. Quanto aos tubos, complementa Marcello Dantas, terão a função de passar ao público a impressão de que tudo no evento está conectado. E, de fato, assim o será.

    Além das atrações musicais e performáticas de nível nacional, o Vivo Open Air terá interação com alguns expoentes da cena artística local – por enquanto, nada ainda definido pela produção. Também as tendas gastronômicas terão as devidas representações dos bons restaurantes de Brasília.

    Enfim, está tudo articulado para que o Vivo Open Air seja um acontecimento marcante. “É aquele evento ao qual, se você não for, certamente vai se arrepender mais tarde, pois dificilmente verá tanta coisa junta em outra situação”, exalta Dragaud.

    “Queremos demonstrar nosso apreço pelo mercado e pela gente de Brasília”, alinhava o vice-presidente executivo de Marketing e Inovação da Vivo, Luís Avellar. “No ano passado comemoramos os 450 anos de São Paulo, e nada mais justo do que brindar, este ano, aos 45 anos de Brasília”. Faz sentido. Inclusive porque a capital federal é a cidade com maior número de celulares por habitante.

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