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Políticos nossos de cada dia

Arquivo Geral

14/08/2004 0h00

O apaixonado caipira Neco (Danton Mello) está com o futuro garantiudo na novela Cabocla. Seu final feliz é como prefeito eleito de Vila da Mata, discursando em cima do palanque. “As cenas de casamento, romance e filhos já terão sido exibidas. A novela termina com um discurso político de Neco” , adianta o autor, Benedito Ruy Barbosa, que, em 1979, quando foi ao ar a primeira versão, escreveu uma novela ainda hoje atualíssima, com tipos inspirados nos políticos brasileiros. Só para conferir: Boanerges (Tony Ramos) e Justino (Mauro Mendonça) são populistas, Neco é socialista e Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira), sócio-capitalista.

“Boanerges é muito populista no bom sentido ou no mau. Usa o populismo dele de todas as maneiras. Ele não perde tempo. Como ele diz, a política é a arte de engolir sapo e fazer barganhas. É um homem disposto e inteligente, com visão muito clara de como fazer política em 1914, um Brasil muito jovem como República, proclamada em 1989. Tem costumes ainda arraigados de política do corpo-a-corpo”, analisa Tony Ramos.

No fim da trama das seis, em novembro, os coronéis, no momento rivais, vão se unir numa única chapa, apoiando Neco. “Ele fará o pai (Justino) se aliar a Boanerges. Já em 1979, escrevi essa cena final, de Neco falando sobre o voto distrital, alertando ao povo para não acreditar no candidato pinga-pinga, que pede voto na casa das pessoas. Neco vai incentivar que o povo se queixe e cobre as promessas. E a cena vai ao ar na íntegra”, garante Benedito, lembrando que alguns diálogos, na época, foram censuradas por causa da ditadura.

Ainda sem saber sobre os rumos de Neco, Danton Mello admira a coragem e a honestidade de seu personagem, que caiu nas graças do público: “Ele é um homem honesto, ético, que segue seus princípios. Por enquanto, Neco ainda está sendo convencido a se candidatar a prefeito”, diz o ator.

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    14/08/2004 0h00

    O apaixonado caipira Neco (Danton Mello) está com o futuro garantiudo na novela Cabocla. Seu final feliz é como prefeito eleito de Vila da Mata, discursando em cima do palanque. “As cenas de casamento, romance e filhos já terão sido exibidas. A novela termina com um discurso político de Neco” , adianta o autor, Benedito Ruy Barbosa, que, em 1979, quando foi ao ar a primeira versão, escreveu uma novela ainda hoje atualíssima, com tipos inspirados nos políticos brasileiros. Só para conferir: Boanerges (Tony Ramos) e Justino (Mauro Mendonça) são populistas, Neco é socialista e Luís Jerônimo (Daniel de Oliveira), sócio-capitalista.

    “Boanerges é muito populista no bom sentido ou no mau. Usa o populismo dele de todas as maneiras. Ele não perde tempo. Como ele diz, a política é a arte de engolir sapo e fazer barganhas. É um homem disposto e inteligente, com visão muito clara de como fazer política em 1914, um Brasil muito jovem como República, proclamada em 1989. Tem costumes ainda arraigados de política do corpo-a-corpo”, analisa Tony Ramos.

    No fim da trama das seis, em novembro, os coronéis, no momento rivais, vão se unir numa única chapa, apoiando Neco. “Ele fará o pai (Justino) se aliar a Boanerges. Já em 1979, escrevi essa cena final, de Neco falando sobre o voto distrital, alertando ao povo para não acreditar no candidato pinga-pinga, que pede voto na casa das pessoas. Neco vai incentivar que o povo se queixe e cobre as promessas. E a cena vai ao ar na íntegra”, garante Benedito, lembrando que alguns diálogos, na época, foram censuradas por causa da ditadura.

    Ainda sem saber sobre os rumos de Neco, Danton Mello admira a coragem e a honestidade de seu personagem, que caiu nas graças do público: “Ele é um homem honesto, ético, que segue seus princípios. Por enquanto, Neco ainda está sendo convencido a se candidatar a prefeito”, diz o ator.

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