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Polícia investiga equipe da <i>Playboy</i> da Indonésia por indecência

Arquivo Geral

30/06/2006 0h00

O editor da Playboy Indonésia e duas modelos que tiveram suas fotos na primeira edição da revista estão sendo investigados por violar as leis de indecência, disse a polícia na sexta-feira.

O lançamento da revista foi recebido com protestos na Indonésia, em abril, apesar de a edição não conter nudez. Na verdade, havia menos corpos expostos do que em muitas outras publicações do país, que tem a maior população muçulmana do mundo.

Um porta-voz da polícia de Jacarta, Ketut Untung Yoga, disse que as modelos Andara Early e Kartika Gunawan posaram de maneira indecente para a edição de estréia na capital indonésia, e que o editor-chefe, Erwin Arnada, também deve ser responsabilizado.

"Há três suspeitos. Cada um deles será processado com base em sua atuação. Muitos outros ainda podem vir a ser processados", disse o representante da polícia.

Pelas leis indonésias, declarar que uma pessoa suspeita é a etapa que antecede o registro de acusações formais. Yoga disse que, pelas leis contra a indecência pública, os infratores enfrentam penalidade máxima de 32 meses de prisão.

A Playboy Indonésia publicou sua segunda edição no início deste mês, apesar dos ataques sofridos contra sua redação em Jacarta após o lançamento do primeiro número. A edição de junho não contém anúncios e foi produzida em Bali, um encrave hindu onde o islã conservador exerce pouca influência.

Nessa segunda edição, o editor-chefe Arnada considerou que a Playboy faz bem à Indonésia. "Nosso objetivo final é a ausência do domínio crescente de um conjunto de valores e pontos de vista em nosso país amado", escreveu.

"Acreditamos que essa também é a meta de todos nós que vivemos pela razão e queremos compreender o significado da democracia e da sociedade pluralista", acrescentou.

A modelo Gunawan, por sua vez, disse à mídia local que não se arrepende de ter posado para a Playboy, porque a revista é uma publicação legal.

A polícia de Jacarta disse que quer a suspensão da publicação da revista, enquanto investiga as acusações de que a revista teria violado leis tais como os estatutos da indecência.

Cerca de 100 mil cópias da segunda edição já foram distribuídas nas ilhas de Java e Bali. A polícia de Jacarta não tem jurisdição sobre a segunda edição, devido à transferência para Bali.

A Indonésia tem 220 milhões de habitantes, dos quais 85 por cento são muçulmanos.

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