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Polícia acusa médico de Tiger Woods de vender substâncias dopantes

Arquivo Geral

16/12/2009 0h00

A polícia canadense acusou hoje o médico Anthony Galea, que cuidou de atletas de renome como o golfista Tiger Woods, de vender produtos que contêm substâncias dopantes.


Um desses medicamentos seria o Actovegin, que contém extrato de sangue de bezerros e está proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês), assim como pela vigilância sanitária canadense.


Segundo a polícia, Galea teria tratado atletas como o próprio Tiger Woods com o produto, importado de forma ilegal.


A acusação foi feita após o jornal americano “The New York Times” publicar ontem que Galea estava sendo investigado pelo FBI (a polícia federal dos EUA) por administrar substâncias proibidas a atletas profissionais.


No final de setembro, uma empregada de Galea foi detida na fronteira entre Canadá e Estados Unidos quando tentava entrar em território americano com remédios que continham hormônios do crescimento humano.


O uso desse tipo de hormônio é legal no Canadá, mas não no mundo esportivo, embora as principais ligas profissionais norte-americanas (beisebol, basquete, futebol americano e hóquei) não realizem testes para detectar seu uso.


Galea alegou na época que os remédios eram para seu próprio consumo. Já seu advogado, Brian Greenspan, admitiu ao New York Times que o médico aplicou a substância em atletas como o velocista Donovan Bailey, a nadadora Dana Torres e jogadores de hóquei, mas disse que ela foi usada apenas para ajudar na recuperação de lesões, e não como forma de melhorar seu desempenho.


Este é o segundo escândalo envolvendo Woods nos últimos dias. Há poucas semanas veio à tona uma série de casos extraconjugais que ele teria mantido, o que o fez perder vários patrocínios e o levou a interromper a carreira por tempo indeterminado.


 

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