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Poder público controla transplantes

Arquivo Geral

29/07/2004 0h00

Um dos grandes diferenciais do Brasil com relação aos transplantes é que o Sistema Único de Saúde (SUS) é a fonte pagadora de praticamente 95% dos procedimentos realizados no País. “O SUS é, provavelmente, a maior fonte pública pagadora de transplantes do mundo”, assinala o coordenador.

A garantia de um sistema que trabalha para oferecer transplante a todas as pessoas que precisam – independentemente de qualquer outro fator, a não ser critérios médicos, éticos e legais – estimula a doação. “Quanto mais cientes de que os transplantes são realizados dentro de normas éticas e legais e de que esses procedimentos são acompanhados pelo poder público, mais favoráveis à doação tornam-se as pessoas”, observa Roberto.

CENTRAIS No Brasil, os transplantes são de controle absoluto do poder público, que autoriza tanto as equipes quanto os estabelecimentos a realizarem esses procedimentos. O gerenciamento das doações de órgãos e tecidos também é de responsabilidade do governo. O Sistema Nacional de Transplantes conta, atualmente, com 22 centrais de Notificação, Captação e Distribuição ligadas a órgãos estaduais e oito centrais regionais.

As centrais cobrem praticamente toda a extensão territorial brasileira, com exceção dos estados do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Existe também a Central Nacional de Transplantes, com sede em Brasília, que gerencia a transferência de órgãos e tecidos entre os diferentes estados. “Toda doação de órgãos e tecidos é conhecida pelo SNT. No momento em que há uma doação, a informação é registrada na central do estado que passa a acompanhar todo o processo”, explica Roberto Schlindwein. “Não existe nenhuma doação sem autorização da central. Após a obtenção dos órgãos e tecidos, ela também é responsável por fazer a distribuição em uma lista única de maneira justa e igualitária”, reforça.

cadastro Os pacientes aguardam a doação em um cadastro único. A distribuição de órgãos considera critérios de compatibilidade entre doadores e receptores, situações de urgência e tempo de espera na lista. As crianças são favorecidas por um critério de pontuação. Segundo o coordenador, o objetivo do ministério com relação ao SNT é organizá-lo cada vez mais, ter uma regulação completa de toda atividade e distribuir melhor as equipes de captação de órgãos pelo País. “A idéia é fazer com que as pessoas não precisem viajar para

fazer um transplante”, afirma Roberto.

O Sistema Nacional de Transplantes vem realizan-do cursos de capacitação para as coordenações intra-hospitalares de captação

de órgãos.

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    29/07/2004 0h00

    Um dos grandes diferenciais do Brasil com relação aos transplantes é que o Sistema Único de Saúde (SUS) é a fonte pagadora de praticamente 95% dos procedimentos realizados no País. “O SUS é, provavelmente, a maior fonte pública pagadora de transplantes do mundo”, assinala o coordenador.

    A garantia de um sistema que trabalha para oferecer transplante a todas as pessoas que precisam – independentemente de qualquer outro fator, a não ser critérios médicos, éticos e legais – estimula a doação. “Quanto mais cientes de que os transplantes são realizados dentro de normas éticas e legais e de que esses procedimentos são acompanhados pelo poder público, mais favoráveis à doação tornam-se as pessoas”, observa Roberto.

    CENTRAIS No Brasil, os transplantes são de controle absoluto do poder público, que autoriza tanto as equipes quanto os estabelecimentos a realizarem esses procedimentos. O gerenciamento das doações de órgãos e tecidos também é de responsabilidade do governo. O Sistema Nacional de Transplantes conta, atualmente, com 22 centrais de Notificação, Captação e Distribuição ligadas a órgãos estaduais e oito centrais regionais.

    As centrais cobrem praticamente toda a extensão territorial brasileira, com exceção dos estados do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Existe também a Central Nacional de Transplantes, com sede em Brasília, que gerencia a transferência de órgãos e tecidos entre os diferentes estados. “Toda doação de órgãos e tecidos é conhecida pelo SNT. No momento em que há uma doação, a informação é registrada na central do estado que passa a acompanhar todo o processo”, explica Roberto Schlindwein. “Não existe nenhuma doação sem autorização da central. Após a obtenção dos órgãos e tecidos, ela também é responsável por fazer a distribuição em uma lista única de maneira justa e igualitária”, reforça.

    cadastro Os pacientes aguardam a doação em um cadastro único. A distribuição de órgãos considera critérios de compatibilidade entre doadores e receptores, situações de urgência e tempo de espera na lista. As crianças são favorecidas por um critério de pontuação. Segundo o coordenador, o objetivo do ministério com relação ao SNT é organizá-lo cada vez mais, ter uma regulação completa de toda atividade e distribuir melhor as equipes de captação de órgãos pelo País. “A idéia é fazer com que as pessoas não precisem viajar para

    fazer um transplante”, afirma Roberto.

    O Sistema Nacional de Transplantes vem realizan-do cursos de capacitação para as coordenações intra-hospitalares de captação

    de órgãos.

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