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Pesquisa aponta os piores incômodos

Arquivo Geral

16/08/2004 0h00

Os incômodos físicos e psicológicos da menopausa são os principais motivos que levam as mulheres no climatério ao ginecologista – ao menos no Brasil. Pesquisadores da Unicamp entrevistaram em domicílio 456 mulheres de Campinas, interior de São Paulo, com idade entre 45 e 60 anos. O objetivo era descobrir por que iam ao médico.

Publicado em 2002 na Revista de Saúde Pública, o trabalho revelou que os sintomas da menopausa haviam levado 63% delas ao ginecologista. Do total, 82% afirmaram sentir nervosismo, 70% fogachos, 68% dor de cabeça e 59% suores intensos, segundo outro artigo, publicado em dezembro de 2003 na mesma revista. Uma em cada cinco mulheres na menopausa disse ainda sentir redução do desejo sexual.

“A amostra estudada é representativa das regiões Sul e Sudeste do país”, afirma Aarão Pinto Neto, um dos autores da pesquisa. Mas não se aplica a todas, pois as características das mulheres do Norte e do Nordeste são distintas.

Quem são? A análise do perfil das mulheres que fazem terapia hormonal, realizada por Renata Aranha e Eduardo Faerstein, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrou: em geral, elas estudaram mais tempo, pertencem a classes sociais mais altas e cuidam melhor da vida reprodutiva do que as que não o fazem.

Em busca de alternativas

A equipe da endocrinologista Poli Mara Spritzer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, testou em 20 mulheres com níveis moderados de pressão alta outra forma de administração de progesterona e de estrogênios ao longo de um ano.

Descrito em 2003 em dois artigos – um na Experimental and Clinical Endocrinology&Diabetes e outro na Gynecological Endocrinology -, o experimento mostrou que a terapia hormonal pode ser segura para tratar mulheres com hipertensão por esse período, desde que se usem hormônios naturais, mais semelhantes aos produzidos pelas mulheres dos que os eqüinos, em doses menores e aplicados por outras vias. Em vez de comprimidos, a equipe gaúcha usou estrogênios na forma de gel, espalhado na pele, e progesterona aplicado na vagina.

Alternativas para combater os sintomas da menopausa, como o uso de isoflavona, composto extraído da soja, ou de medicamentos que agem sobre o sistema nervoso central, como os antidepressivos, ainda não se mostraram muito eficazes contra os fogachos. Além disso, nenhum outro tratamento foi tão estudado quanto a terapia hormonal.

Enquanto isso, os pesquisadores afirmam: é necessário planejar estudos mais apropriados para avaliar a terapia hormonal em mulheres mais jovens, com menores riscos de doenças em geral, além de, claro, buscar novos tratamentos.

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    16/08/2004 0h00

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    Publicado em 2002 na Revista de Saúde Pública, o trabalho revelou que os sintomas da menopausa haviam levado 63% delas ao ginecologista. Do total, 82% afirmaram sentir nervosismo, 70% fogachos, 68% dor de cabeça e 59% suores intensos, segundo outro artigo, publicado em dezembro de 2003 na mesma revista. Uma em cada cinco mulheres na menopausa disse ainda sentir redução do desejo sexual.

    “A amostra estudada é representativa das regiões Sul e Sudeste do país”, afirma Aarão Pinto Neto, um dos autores da pesquisa. Mas não se aplica a todas, pois as características das mulheres do Norte e do Nordeste são distintas.

    Quem são? A análise do perfil das mulheres que fazem terapia hormonal, realizada por Renata Aranha e Eduardo Faerstein, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrou: em geral, elas estudaram mais tempo, pertencem a classes sociais mais altas e cuidam melhor da vida reprodutiva do que as que não o fazem.

    Em busca de alternativas

    A equipe da endocrinologista Poli Mara Spritzer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, testou em 20 mulheres com níveis moderados de pressão alta outra forma de administração de progesterona e de estrogênios ao longo de um ano.

    Descrito em 2003 em dois artigos – um na Experimental and Clinical Endocrinology&Diabetes e outro na Gynecological Endocrinology -, o experimento mostrou que a terapia hormonal pode ser segura para tratar mulheres com hipertensão por esse período, desde que se usem hormônios naturais, mais semelhantes aos produzidos pelas mulheres dos que os eqüinos, em doses menores e aplicados por outras vias. Em vez de comprimidos, a equipe gaúcha usou estrogênios na forma de gel, espalhado na pele, e progesterona aplicado na vagina.

    Alternativas para combater os sintomas da menopausa, como o uso de isoflavona, composto extraído da soja, ou de medicamentos que agem sobre o sistema nervoso central, como os antidepressivos, ainda não se mostraram muito eficazes contra os fogachos. Além disso, nenhum outro tratamento foi tão estudado quanto a terapia hormonal.

    Enquanto isso, os pesquisadores afirmam: é necessário planejar estudos mais apropriados para avaliar a terapia hormonal em mulheres mais jovens, com menores riscos de doenças em geral, além de, claro, buscar novos tratamentos.

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