Menu
Promoções

Pesadelo marcado por uma boa trama e um mau ator

Arquivo Geral

05/08/2004 0h00

Algum tempo depois de fazer a festa dos escritores de ficção-científica, os robôs são, hoje, uma realidade não muito distante. Que o digam os cientistas japoneses. Resta, assim, fantasiar com essas máquinas que fazem parte do imaginário do homem. E foi o que fez, com forte dose de angústia, o diretor Alex Proya, no explosivo Eu, Robô.

Isaac Asimov deu munição para que hollywood produzisse um pesadelo, estrelado pelo caricato por Will Smith, cada vez mais candidato a schwarzenegger (não no sentido político, é bom que se diga). Eu, Robot chega a ser, em muitos momentos, claustrofóbico. Isto porque exercita a possibilidade apavorante de a humanidade se ver vítima das máquinas.

Sem a carga filosófica que fez de alguns filmes, como o sempre citado Blade Runner (que usa com maestria espécies de robôs, os replicantes), verdadeiros clássicos, o blockbuster de Proyas tem lá instantes de sedução e magia.

O roteiro, que poderia ter descambado para um besteirol futurista e insosso, é esperto e reserva algumas surpresas para o espectador. Faz das máquinas, assim como dos homens, santos e demônios, criando uma carga dramática que não fica refém dos espetaculares efeitos especiais.

O bom roteiro tem o auxílio fundamental desses efeitos impactantes para contar a história do policial cético que está sempre achando que os robôs são um gol contra a humanidade. A cena da perseguição nos subterrâneos é de tirar o fôlego, assim como a batalha final, com ar apocalíptico, entre humanos e máquinas.

O clima angustiado do filme é ajudado também por cenários e figurinos acinzentados, um velho recurso que, neste filme, funciona muito bem. Reparem nas roupas negras, a la Matrix, dos personagens principais,

Infelizmente, nem tudo é assim “redondo” em Eu, Robô. Um de seus grandes problemas é Will Smith, que faz o papel de… Will Smith. Sem nuances interpretativas, o ator – mais fortinho – deixa à mostra sua falta de talento. Sem querer ser engraçado, ele é tão robotizado quanto os inimigos contra quem briga.

Eu, Robô podia ter se aproveitado melhor do debate metafísico que seu mote sugere, mas é um grande filme de ação, que vale sim o caro preço dos ingressos cobrados em Brasília. Assista sem susto e se divirta.

    Você também pode gostar

    Pesadelo marcado por uma boa trama e um mau ator

    Arquivo Geral

    05/08/2004 0h00

    Algum tempo depois de fazer a festa dos escritores de ficção-científica, os robôs são, hoje, uma realidade não muito distante. Que o digam os cientistas japoneses. Resta, assim, fantasiar com essas máquinas que fazem parte do imaginário do homem. E foi o que fez, com forte dose de angústia, o diretor Alex Proya, no explosivo Eu, Robô.

    Isaac Asimov deu munição para que hollywood produzisse um pesadelo, estrelado pelo caricato por Will Smith, cada vez mais candidato a schwarzenegger (não no sentido político, é bom que se diga). Eu, Robot chega a ser, em muitos momentos, claustrofóbico. Isto porque exercita a possibilidade apavorante de a humanidade se ver vítima das máquinas.

    Sem a carga filosófica que fez de alguns filmes, como o sempre citado Blade Runner (que usa com maestria espécies de robôs, os replicantes), verdadeiros clássicos, o blockbuster de Proyas tem lá instantes de sedução e magia.

    O roteiro, que poderia ter descambado para um besteirol futurista e insosso, é esperto e reserva algumas surpresas para o espectador. Faz das máquinas, assim como dos homens, santos e demônios, criando uma carga dramática que não fica refém dos espetaculares efeitos especiais.

    O bom roteiro tem o auxílio fundamental desses efeitos impactantes para contar a história do policial cético que está sempre achando que os robôs são um gol contra a humanidade. A cena da perseguição nos subterrâneos é de tirar o fôlego, assim como a batalha final, com ar apocalíptico, entre humanos e máquinas.

    O clima angustiado do filme é ajudado também por cenários e figurinos acinzentados, um velho recurso que, neste filme, funciona muito bem. Reparem nas roupas negras, a la Matrix, dos personagens principais,

    Infelizmente, nem tudo é assim “redondo” em Eu, Robô. Um de seus grandes problemas é Will Smith, que faz o papel de… Will Smith. Sem nuances interpretativas, o ator – mais fortinho – deixa à mostra sua falta de talento. Sem querer ser engraçado, ele é tão robotizado quanto os inimigos contra quem briga.

    Eu, Robô podia ter se aproveitado melhor do debate metafísico que seu mote sugere, mas é um grande filme de ação, que vale sim o caro preço dos ingressos cobrados em Brasília. Assista sem susto e se divirta.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado