Existem alguns obstáculos para o combate à sífilis no País. Segundo o diretor do Programa Nacional de DST/Aids, um deles é a carência de pessoal capacitado para o diagnóstico e o tratamento. No entanto, o Ministério da Saúde constata que nos últimos anos os municípios vêm investindo em ações de capacitação.
Pedro Chequer cita, ainda, o preconceito em relação às DST e à sexualidade como barreira para o tratamento dos parceiros. Outro empecilho é que algumas fases da doença são assintomáticas, o que dificulta a procura do diagnóstico pelo paciente. É importante que a pessoa que tenha apresentado uma prática sexual de risco – ter mantido relação sexual sem o uso de preservativos – procure uma unidade de saúde para se informar sobre o seu estado.
Para Chequer, uma das principais armas contra a sífilis é informar as pessoas sobre a doença, suas formas de contágio e seus riscos para a saúde. A população deve evitar a automedicação e os tratamentos sem acompanhamento de um profissional de saúde. Tudo isso pode trazer problemas para a saúde do paciente.
“A falta de informação leva a tratamentos ineficazes, que impedem a quebra da cadeia de transmissão. Medidas ineficazes contribuem para o aparecimento da resistência aos medicamentos e isso torna o tratamento mais caro e demorado”, afirma Chequer.