O ex-Beatle Paul McCartney continua insistindo em uma cláusula de confidencialidade sobre seu casamento para chegar a um acordo de divórcio com a ex-modelo Heather Mills, informa hoje a imprensa britânica.
O processo de divórcio do casal está sendo julgado atualmente no Alto Tribunal de Londres e as audiências são realizadas a portas fechadas.
A falta de acordo entre os dois significa que McCartney, de 65 anos, e Mills, de 40, ainda discutirão suas diferenças em público, destaca o jornal britânico The Times.
O juiz encarregado do caso informará as partes dentro de duas ou três semanas de que parte da fortuna do músico, calculada em 825 milhões de libras (US$ 1,6 bilhão), deverá ser recebida por Mills por seus quatro anos de casamento, do qual nasceu uma filha.
Segundo a imprensa, McCartney ofereceu cerca de 20 milhões de libras (US$ 39 milhões) à ex-mulher mais uma série de pagamentos anuais até que Beatrice – filha do casal – complete 18 anos, totalizando 55 milhões de libras (US$ 107 milhões).
O ex-Beatle insiste que Mills não revele nenhum detalhe íntimo de seus anos de casamento, mas a ex-modelo quer ter plena liberdade para, segundo algumas pessoas, assinar um contrato para um livro ou até mesmo um filme.
Max Clifford, assessor de relações públicas, afirmou hoje ao Times que Mills se engana ao acreditar que pode tirar milhões de um eventual contrato para publicar suas memórias.
“O único interesse de Heather Mills é Paul McCartney. Se fosse outra pessoa, a história que teria para contar valeria apenas cerca de 1 milhão de libras (US$ 1,94 milhão). Rebecca Loos só conseguiu 750 mil libras (US$ 1,46 milhão) por seu suposto envolvimento com David Beckham”, explica Clifford.
“Depende do que ela tenha para contar, mas sendo quem ela é – e o fato de que ela é fantasiosa e McCartney, propenso a processos -, as pessoas terão muito cuidado ao tomar conhecimento (das memórias)”, acrescenta o especialista.
Se Heather Mills recorrer da decisão do juiz por mais dinheiro – fala-se até em 80 milhões de libras (US$ 155 milhões) -, o caso irá ao Tribunal de Apelações, onde as audiências são públicas.