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Patente brasileira para o diagnóstico

Arquivo Geral

02/09/2004 0h00

O hantavírus é um dos mais novos pesadelos da saúde pública no Distrito Federal. A doença que já matou 11 pessoas é um desafio que está sendo combatido pelo governo local. Não muito longe daqui, brasileiros trabalham para facilitar o diagnóstico da doença e de suas muitas variantes. Uma batalha que está se mostrando vitoriosa.

A novidade vem de São Paulo. A equipe do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo-USP está patenteando uma proteína de hantavírus que ao ser empregada em testes sorológicos permite o diagnóstico de casos de hantavirose.

Os pesquisadores da USP lembram que, antes, o diagnóstico só era possível com antígenos importados dos Estados Unidos e da Argentina. “Pretendemos tornar o diagnóstico mais fácil e mais rápido”, comenta o professor Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, coordenador do estudo. “Até então, só dois lugares faziam essa detecção, com antígenos doados por centros de pesquisa do exterior: o Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas de Belém (PA)”.

O desenvolvimento do antígeno só foi possível após a identificação da variante de hantavírus responsável pelos casos da grave Síndrome Pulmonar e Cardiovascular por Hantavírus (SPCH) na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “Encontramos apenas hantavírus da variante Araraquara, mas ainda não descartamos a hipótese de existirem outras, talvez até causando infecções assintomáticas ou doença mais branda”, conta o pesquisador.

variantesDiversas variantes de hantavírus têm sido encontradas só no continente americano. Nos Estados Unidos são comuns o Sin Nombre, o New York e o Bayou. Na Argentina, o Andes, na Bolívia, o Rio Mamoré e, no Paraguai, o Laguna Negra.

No Brasil já foram identificadas as variantes: Juquitiba, Araraquara, Castelo dos Sonhos e Anajatuba. “O Araraquara é muito parecido com o Andes argentino”, comenta o coordenador do estudo, Luiz Figueiredo.

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    02/09/2004 0h00

    O hantavírus é um dos mais novos pesadelos da saúde pública no Distrito Federal. A doença que já matou 11 pessoas é um desafio que está sendo combatido pelo governo local. Não muito longe daqui, brasileiros trabalham para facilitar o diagnóstico da doença e de suas muitas variantes. Uma batalha que está se mostrando vitoriosa.

    A novidade vem de São Paulo. A equipe do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo-USP está patenteando uma proteína de hantavírus que ao ser empregada em testes sorológicos permite o diagnóstico de casos de hantavirose.

    Os pesquisadores da USP lembram que, antes, o diagnóstico só era possível com antígenos importados dos Estados Unidos e da Argentina. “Pretendemos tornar o diagnóstico mais fácil e mais rápido”, comenta o professor Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, coordenador do estudo. “Até então, só dois lugares faziam essa detecção, com antígenos doados por centros de pesquisa do exterior: o Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas de Belém (PA)”.

    O desenvolvimento do antígeno só foi possível após a identificação da variante de hantavírus responsável pelos casos da grave Síndrome Pulmonar e Cardiovascular por Hantavírus (SPCH) na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. “Encontramos apenas hantavírus da variante Araraquara, mas ainda não descartamos a hipótese de existirem outras, talvez até causando infecções assintomáticas ou doença mais branda”, conta o pesquisador.

    variantesDiversas variantes de hantavírus têm sido encontradas só no continente americano. Nos Estados Unidos são comuns o Sin Nombre, o New York e o Bayou. Na Argentina, o Andes, na Bolívia, o Rio Mamoré e, no Paraguai, o Laguna Negra.

    No Brasil já foram identificadas as variantes: Juquitiba, Araraquara, Castelo dos Sonhos e Anajatuba. “O Araraquara é muito parecido com o Andes argentino”, comenta o coordenador do estudo, Luiz Figueiredo.

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