Para um dos mais ilustres participantes da mostra, o cineasta Vladimir Carvalho, este tipo de iniciativa deve ser saudada com felicidade. “É bom pois percebemos que o CCBB está antenado com os filmes de arte, que são a maioria da produção da cidade”, diz.
Para o cineasta, Brasília não tem nenhuma representação no que diz respeito à sua memória audiovisual. Logo, iniciativas como a do CCBB, de recuperar o cinema local e reuní-lo em uma mostra, é fundamental. Além de estar presente com quatro filmes, Vladimir montará, segundo ele, uma “miniexposição” de peças do acervo da Fundação Cinememória, da qual é fundador. São peças como o primeiro troféu do cinema brasiliense, ganho com Vestibular 70, e uma claquete usada nas filmagens de Brasília, a Última Utopia. “É apenas para fazer uma reflexão”, ilustra.
A programação seguirá a linha dos CCBBs do Rio de Janeiro e São Paulo, que dá ênfase a mostras temáticas, filmes de arte, importantes movimentos nacionais e internacionais. “A grade de programação irá priorizar o ineditismo, a relevância cultural e resgate histórico, assim como os outros projetos desenvolvidos pelo CCBB”, adianta Leando Wirz.
Para setembro já estão programadas três mostras para o espaço: Assim Vivemos (de 16 a 21/09), com filmes sobre pessoas portadoras de deficiências; um recorte do Anima Mundi (de 23 a 28/09); e o Novíssimo Cinema Dinamarquês (30/09 a 5/10). Paralelamente haverá três dias de debates sobre temas pertinentes à produção cinematográfica.