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Para reduzir tempo de cura

Arquivo Geral

13/09/2004 0h00

A depressão é uma doença cuja cura é dificultada pela falta de medicamentos ou tratamentos que funcionem num espaço de tempo mais curto. Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP indica uma técnica que pode reduzir o espaço para a cura.

Trata-se de uma técnica chamada de Estimulação Magnética Transcraniana. Os psiquiatras da universidade paulista acreditam que ela – com o uso paralelo dos medicamentos – poderá trazer grandes benefícios para o tratamento da depressão, doença que, segundo a ONU, será o principal problema de saúde do século 21.

“Esta nova técnica faz com que o início de ação do medicamento seja mais precoce, acontecendo já a partir de uma semana de uso em vez de três a oito semanas, tempo normalmente esperado para o início da ação da droga”, diz o dr. Marco Antonio Marcolin, da USP. O estudo foi apresentado no Simpósio Estimulação Magnética Transcraniana, no fim de agosto, no Rio de Janeiro.

A Estimulação Magnética Transcraniana pode, em um primeiro momento, remeter aos famosos “eletrochoques”, responsáveis por grande parte do estigma carregado pela Psiquiatria ao longo do século 20. Mas, não é bem isso.

O dr. Marcolin explica: “Essa é uma técnica totalmente diferente da eletro-convulsoterapia (eletrochoques), não tem nada a ver uma coisa com a outra. Há apenas o uso de campos magnéticos para modular a atividade cerebral. É indolor e praticamente isenta de efeitos colaterais”.

Segundo o especialista, efeitos colaterais, como dor de cabeça e formigamento do couro cabeludo, podem ocorrer, mas são raros. “Não existe lesão, seqüela ou piora de função cerebral com a EMT. Pelo contrário, estudos realizados no nosso grupo de pesquisa e ao redor do mundo demonstram melhora de várias funções cerebrais com esta técnica”, assegura.

O grupo de Estimulação Magnética Transcraniana, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, acumula, sobre o assunto, três teses de doutorado, três artigos internacionais de alto impacto, vários artigos nacionais, além de participações em congressos nacionais e internacionais na área da depressão.

promissora Para o dr. Marcolin, a EMT é uma técnica bastante promissora, que vem sendo estudada pelos principais centros de pesquisa do mundo. “As indicações tendem a se ampliar, ao passo que as contra-indicações são mínimas”, conclui.

Um outro estudo recente mostrou a relação entre a depressão e a baixa ingestão de ácidos graxos Ômega 3. A tese foi defendida por um dos conferencistas estrangeiros, o dr. Brian Leonard, presidente da CINP – Colégio Internacional de Neuropsicofarmacologia.

Segundo o especialista, existe uma diferença nos dados de prevalência entre os países em relação à depressão, que se correlaciona com o consumo de alimentos do mar ricos em Ômega 3.

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    13/09/2004 0h00

    A depressão é uma doença cuja cura é dificultada pela falta de medicamentos ou tratamentos que funcionem num espaço de tempo mais curto. Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP indica uma técnica que pode reduzir o espaço para a cura.

    Trata-se de uma técnica chamada de Estimulação Magnética Transcraniana. Os psiquiatras da universidade paulista acreditam que ela – com o uso paralelo dos medicamentos – poderá trazer grandes benefícios para o tratamento da depressão, doença que, segundo a ONU, será o principal problema de saúde do século 21.

    “Esta nova técnica faz com que o início de ação do medicamento seja mais precoce, acontecendo já a partir de uma semana de uso em vez de três a oito semanas, tempo normalmente esperado para o início da ação da droga”, diz o dr. Marco Antonio Marcolin, da USP. O estudo foi apresentado no Simpósio Estimulação Magnética Transcraniana, no fim de agosto, no Rio de Janeiro.

    A Estimulação Magnética Transcraniana pode, em um primeiro momento, remeter aos famosos “eletrochoques”, responsáveis por grande parte do estigma carregado pela Psiquiatria ao longo do século 20. Mas, não é bem isso.

    O dr. Marcolin explica: “Essa é uma técnica totalmente diferente da eletro-convulsoterapia (eletrochoques), não tem nada a ver uma coisa com a outra. Há apenas o uso de campos magnéticos para modular a atividade cerebral. É indolor e praticamente isenta de efeitos colaterais”.

    Segundo o especialista, efeitos colaterais, como dor de cabeça e formigamento do couro cabeludo, podem ocorrer, mas são raros. “Não existe lesão, seqüela ou piora de função cerebral com a EMT. Pelo contrário, estudos realizados no nosso grupo de pesquisa e ao redor do mundo demonstram melhora de várias funções cerebrais com esta técnica”, assegura.

    O grupo de Estimulação Magnética Transcraniana, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, acumula, sobre o assunto, três teses de doutorado, três artigos internacionais de alto impacto, vários artigos nacionais, além de participações em congressos nacionais e internacionais na área da depressão.

    promissora Para o dr. Marcolin, a EMT é uma técnica bastante promissora, que vem sendo estudada pelos principais centros de pesquisa do mundo. “As indicações tendem a se ampliar, ao passo que as contra-indicações são mínimas”, conclui.

    Um outro estudo recente mostrou a relação entre a depressão e a baixa ingestão de ácidos graxos Ômega 3. A tese foi defendida por um dos conferencistas estrangeiros, o dr. Brian Leonard, presidente da CINP – Colégio Internacional de Neuropsicofarmacologia.

    Segundo o especialista, existe uma diferença nos dados de prevalência entre os países em relação à depressão, que se correlaciona com o consumo de alimentos do mar ricos em Ômega 3.

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