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Para combater o pânico à altura

Arquivo Geral

18/08/2004 0h00

Ataques de pânico são cada vez mais freqüentes no mundo moderno. Mais especificamente, o transtorno de pânico, que atinge 3,5 milhões de brasileiros, deixa as pessoas ansiosas, suando frio e faz o coração disparar. A novidade sobre este problema veio por meio de pesquisas que revelam que há possível relação entre ataques de pânico e doenças respiratórias e, ainda, que o estresse emocional e separações na infância podem ajudar a desencadear a doença.

Esses são os resultados apontados por duas pesquisas realizadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ. Elas demonstram que há sim uma chance de haver relação entre o transtorno de pânico e algumas doenças respiratórias.

Mais freqüente nas mulheres, na proporção de três para cada homem, e normalmente iniciado na adolescência, o transtorno de pânico atinge cerca de 1 a 2 % da população mundial. No Brasil, calcula-se que cerca de 3,5 milhões de pessoas sofram do problema, caracterizado por ataques súbitos e recorrentes de ansiedade intensa em circunstancias imprevisíveis.

Um dos estudos em questão mostra que 40% dos pacientes com pânico apresentam também sintomas de distúrbios respiratórios, entre eles hiperventilação – respiração muito acelerada. Já a outra pesquisa revela que pacientes com asma têm uma chance maior de desenvolver ataques de pânico.

As pesquisas serão apresentadas no Simpósio Transtorno do Pânico, durante a Jornada da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, que será realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, na capital carioca.

CausasAs causas do transtorno ainda são desconhecidas. A hereditariedade parece ter um peso importante, na medida em que parentes de portadores da doença têm maior chance de vir a apresentá-la. Há também fatores desencadeantes como, por exemplo, vivências de ansiedade motivadas por situações de separação durante a infância.

Outros fatores que podem ser estopim para a doença são estresse emocional e uso de drogas como maconha e cocaína. É freqüente a ocorrência de pacientes com pânico e depressão. Aproximadamente 70% dos pacientes com pânico terão episódios depressivos durante a vida.

Muitos indivíduos com transtorno de pânico também apresentam insegurança, tensão, dificuldade para relaxar e preocupação excessiva, mesmo antes de ter as crises. Essas características de personalidade parecem torná-los mais vulneráveis à doença.

“Eles se descrevem como pessoas medrosas, nervosas e tímidas na infância. Muitas vezes passaram por experiências de desconforto em relação a sentimentos agressivos e contam que seus pais eram assustadores, críticos e controladores. O psicoterapeuta deve auxiliar a pessoa a construir referências internas e a preencher os vazios que tanto a angustiam”, diz o psiquiatra Mário Louzã, da Universidade de São Paulo – USP.

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    18/08/2004 0h00

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    Esses são os resultados apontados por duas pesquisas realizadas na Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ. Elas demonstram que há sim uma chance de haver relação entre o transtorno de pânico e algumas doenças respiratórias.

    Mais freqüente nas mulheres, na proporção de três para cada homem, e normalmente iniciado na adolescência, o transtorno de pânico atinge cerca de 1 a 2 % da população mundial. No Brasil, calcula-se que cerca de 3,5 milhões de pessoas sofram do problema, caracterizado por ataques súbitos e recorrentes de ansiedade intensa em circunstancias imprevisíveis.

    Um dos estudos em questão mostra que 40% dos pacientes com pânico apresentam também sintomas de distúrbios respiratórios, entre eles hiperventilação – respiração muito acelerada. Já a outra pesquisa revela que pacientes com asma têm uma chance maior de desenvolver ataques de pânico.

    As pesquisas serão apresentadas no Simpósio Transtorno do Pânico, durante a Jornada da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, que será realizado entre os dias 26 e 28 de agosto, na capital carioca.

    CausasAs causas do transtorno ainda são desconhecidas. A hereditariedade parece ter um peso importante, na medida em que parentes de portadores da doença têm maior chance de vir a apresentá-la. Há também fatores desencadeantes como, por exemplo, vivências de ansiedade motivadas por situações de separação durante a infância.

    Outros fatores que podem ser estopim para a doença são estresse emocional e uso de drogas como maconha e cocaína. É freqüente a ocorrência de pacientes com pânico e depressão. Aproximadamente 70% dos pacientes com pânico terão episódios depressivos durante a vida.

    Muitos indivíduos com transtorno de pânico também apresentam insegurança, tensão, dificuldade para relaxar e preocupação excessiva, mesmo antes de ter as crises. Essas características de personalidade parecem torná-los mais vulneráveis à doença.

    “Eles se descrevem como pessoas medrosas, nervosas e tímidas na infância. Muitas vezes passaram por experiências de desconforto em relação a sentimentos agressivos e contam que seus pais eram assustadores, críticos e controladores. O psicoterapeuta deve auxiliar a pessoa a construir referências internas e a preencher os vazios que tanto a angustiam”, diz o psiquiatra Mário Louzã, da Universidade de São Paulo – USP.

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