O Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) está mostrando o olhar feminino no cinema alemão. Para o entendimento ficar ainda mais completo, a professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), Érika Bauer, mostrará o seu olhar brasileiro sobre o assunto em uma palestra nesta quarta-feira, às 20h10, no próprio CCBB.
A mostra Alemanha – Um olhar feminino é composta por filmes de diretoras alemãs de vários momentos diferentes. Apesar de serem de períodos distintos, as obras conseguem caracterizar de forma mais ampla a mulher alemã. Elas conseguem construir a alma da mulher alemã.
“Não houve um diálogo entre essas gerações, mas há uma necessidade geral de se manifestar como mulher, sem esquecer a sociedade em que está inserida”, explica Érika.
Os filmes são divididos em dois momentos, o entre-guerras e a década de 70, em que possuem um teor político mais forte, e a década de 90 pra frente, em que as obras apontam para uma busca de identidade.
A diferença temporal, no entanto, não consegue modificar a força do cinema alemão. “O cinema alemão é muito forte. Nele, as crises são mais radicais”, conta Bauer. “Pode-se afirmar que é um cinema epidérmico. Mostra de forma muito próxima o universo particular feminino”, acrescenta.
Outro elo de união entre as produções é, infelizmente, o baixo orçamento. Isso demonstra que mesmo no cinema a mulher sofre discriminação. “O mundo do cinema é predominantemente masculino, existem, ainda, poucas mulheres fazendo filme”, afirma Érika.
“O set de filmagem é muito racional, envolve dinheiro, matemática. E isso ainda é mais associado ao sexo masculino”, explica. “Mas essas coisas são uma questão de técnica, o que independe de sexo. A mulher precisa começar a dominar os aspectos subjetivos do cinema, como o roteiro, para se destacar”, finaliza a professora.
Serviço
Palestra O olhar feminino no cinema alemão, com a cineasta e professora Érika Bauer – Dia 07 de março, quarta-feira, às 20h10. Palestra sobre os filmes da mostra “Alemanha – Um Olhar Feminino”, no Centro Cultural do Banco do Brasil. Entrada franca.