A psiquiatra e doutora em Medicina do Adolescente Marília Maakaroun recomenda que os pais hajam com naturalidade diante de um diagnóstico de puberdade precoce ou tardia, encaminhando os filhos ao médico – hebiatra, ginecologista e/ou endocrinologista –, para que o diagnóstico e a intervenção aconteçam de forma também mais precoce possível.
“O tratamento é importante para que a estatura final do sujeito não seja comprometida e haja repressão das manifestações puberais precoces”, explica a especialista. Ela sugere ainda que os pais também devem evitar estimular a criança a atitudes próprias de adolescentes e adultos.
Marília Maakaroun afirma que, muitas vezes, os próprios pais precisam de acompanhamento e orientação psicológica para melhor cuidar e ter responsabilidade sobre os filhos e não transferi-la para outros – babás, creches e escolas. A médica critica a educação que hoje vem sendo dada às crianças: “Elas estão precisando de mais atenção. Solidão não existe só em adultos e velhos. É importante que os pais saibam que as crianças são sociáveis e precisam também de companhia, até mesmo para se reconhecer como ser humano.
A psiquiatra lembra, por exemplo, que a “licença-maternidade é para a mãe estar com a criança durante 24 horas”.