Em julho, Caio faz três anos de casado com Ana Ariel. “Meus amigos dizem que sou impulsivo e depois mudo de idéia. Eu e Ana desenvolvemos uma relação, a gente se faz bem. Casamos 15 dias depois de nos conhecermos. Na época, falei que tinha mais tempo para evitar especulação”, confessa o ator, de 23 anos. “Estava no auge, fazia sucesso com Um Anjo Caiu do Céu. Num meio em que todo mundo quer aparecer, ser o mais gostoso, ela era o oposto. Uma menina talentosa e bonita que queria fazer trabalho amador, não queria morar no Rio e tinha religiosidade. Pensei: “Essa menina não existe, tenho que casar”, ri Caio.
O filho também não foi planejado. “Um dia apareceu um neném precisando de cuidado, senão iria para o orfanato”, lembra o ator, que só não gosta de trocar fralda. “Dou banho e comida. É uma arte. Tem que distrair a criança, impor um ritmo para não virar brincadeira”. Ao falar do filho, se desmancha. “Antônio é sorridente. O olhar dele vale por todos os medos de ter casado novo”, diz o ator, que faz a linha multiuso em casa. “Cozinho, cuido do jardim, do bebê e dos cachorros. Faço manutenção elétrica e hidráulica, aprendi com meu pai. Eu que fiz o berço do Antônio.”
Caio Blat não tem problema em interpretar diferentes tipos. “Não precisei fugir do rótulo. Em Andando nas Nuvens fui conquistador. Em seguida, fiz vilão em Esplendor. Depois veio Um Anjo Caiu do Céu e outro personagem de conflito em Coração de Estudante”, diz.
Seus gostos pessoais são os mais interessantes possíveis. “Tenho isso de querer mudar as pessoas, de enfiar alguma coisa na cabeça delas. Faço sessão de cinema iraniano em casa e boto música clássica alta.”
Caio justifica essa sensibilidade. “Sou sensível em certo sentido. Um quadro ou uma cena de pobreza me emociona.”