Ninguém aqui tem a menor pretensão de ditar regras ou ser dono da verdade, mas sempre é bom levar em conta o velho ditado: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. É uma constatação: já há algum tempo, parte da imprensa esportiva, que atua em algumas das mais importantes emissoras de rádio e televisão, vem se conduzindo de forma no mínimo irresponsável quando trata de determinados assuntos. Hoje, existem as chamadas “torcidas organizadas”. Não nos cabe generalizar, mas são conglomerados que permitem o acesso dos mais diferentes tipos de pessoas. Se isso não bastasse, o futebol, principalmente, mexe com a paixão e até com o amor próprio de muitos desses torcedores, que, às vezes, partem para atitudes completamente tresloucadas e irracionais. Basta relembrar o triste episódio ocorrido com o jogador Kaká, no ano passado. Ele foi praticamente expulso do Brasil por uma facção da torcida do São Paulo e hoje é considerado um dos maiores craques do mundo. Não tem nada mais louco. Lamentavelmente, um segmento da área esportiva, direta ou indiretamente, contribuiu para isso. Basta pegar opiniões ou programas daquela época. É preciso ter cuidado na análise dos dirigentes, jogadores, árbitros etc, para que isso não venha servir de incentivo e contribuir para quebradeiras, agressões e tantos outros casos lamentáveis, como vêm ocorrendo por aí, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Seriedade e credibilidade também contam pontos e dão audiência.