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Orquestra volta ao Teatro Nacional

Arquivo Geral

03/11/2009 0h00

Depois de fazer dois empolgantes concertos na Coréia, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) está de volta. E nesta terça-feira (3) se apresentará na sala Villa-Lobos às 20h com o solista José Medeiros e o maestro convidado Roberto Tibiriçá.


Abrindo a noite, a Sinfonia nº 47 em sol maior de Josef Haydn. Esta sinfonia foi composta em torno de 1772 e prevê pares de oboés e trompas, com cordas. Logo na abertura do primeiro movimento, um Allegro, as trompas declaram alto e bom som sua independência com uma figura marcial que aumenta de importância quando é repetida. O gesto agradou particularmente um dos primeiros historiadores da música, o inglês Charles Burney. Ele foi um dos primeiros a viajar por toda a Europa, assistindo concertos e conhecendo compositores. Reuniu sua odisséia depois numa das primeiras histórias da música publicadas ainda no século 18.


Em seguida será a vez de Bohuslav Martinu com Concerto para oboé. Em plena maturidade, aos 65 anos, Bohuslav Martinu compôs obras importantes naquele 1955: a sexta sinfonia e este concerto para oboé. Em seus três movimentos, sem título, ele combina, em doses exatas, o que chamou de “as duas linhas opostas em relação às quais minha vida sempre oscilou: uma inata e genuína ingenuidade e um outro pólo de consciência, conhecimento e inteligência”. E ele completou: “Considero que a arte nasce justamente quando ambas se encontram”. O que Martinu qualifica como ingenuidade é o que torna notável esta obra: um irresistível perfume checo. O primeiro movimento tem uma atmosfera pastoral encantadora. No segundo o oboé enuncia uma pungente melodia que pontua todo o movimento, com solista e orquestra alternando-se em passagens ríspidas entre serenos interlúdios sinfônicos. Finalmente, ambos se juntam no movimento final numa extrovertida dança camponesa checa.


Logo após o intervalo a OSTNCS traz Félix Mendelssohn com a Sinfonia No. 4 em lá maior,opus 90 Italiana. Mendelssohn levou três anos, entre 1830 e 1833, para terminá-la, o que de certo modo é uma exceção para um compositor que em geral criava com extrema rapidez. A idéia inicial nasceu quando estava em Roma, daí o apelido que ela ganhou. Sua estréia aconteceu em 13 de maio de 1833, numa de suas muitas viagens à Inglaterra, quando ele regeu na Sociedade Filarmônica de Londres, que havia encomendado a sinfonia. A obra respira uma vitalidade impressionante. Desde o início fulgurante do primeiro movimento, um Allegro de perder o fôlego. A balada cantábile do Andante é um ponto alto da criação mendelssohniana, assim como o beethoveniano “Scherzo”. Mas o que de fato encanta é o Presto final, um saltarello irresistível.


Roberto Tibiriçá – Maestro convidado


Nascido em 05 de Janeiro de 1954, na cidade de São Paulo, Roberto Tibiriçá recebeu orientações de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire, Gilberto Tinetti e Peter Feuchwanger. Foi discípulo do Maestro Eleazar de Carvalho e venceu por duas vezes o Concurso para Jovens Regentes da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, passando assim a ser seu principal Regente Convidado por quase 18 anos, até sua vinda para o Rio de Janeiro, em 1994, como Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira. Esteve ainda em Lisboa, Portugal, entre 1984-1985, como Regente Assistente do Teatro Nacional de São Carlos.


Eleito pela crítica do Rio de Janeiro como o Músico do Ano de 1995, Roberto Tibiriçá apresentou ao público carioca várias primeiras audições, tais como a 2a. Sinfonia e as Danças Sinfônicas, ambas de Rachmaninoff e a ópera The Rape of Lucretia, de Benjamin Britten, além de várias obras de autores brasileiros, inclusive a gravação do CD em Homenagem ao Papa João Paulo II com 5 obras inéditas dos compositores Ricardo Tacuchian, Ronaldo Miranda, Edino Krieger, Almeida Prado e David Korenchendler e em São Paulo apresentou a primeira audição da Petite Messe Solennelle, de Rossini. Recebeu do Governo do Estado do Rio de Janeiro o Prêmio Estácio de Sá pelo seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Desde sua época como Diretor Artístico da OSB tem se dedicado à música brasileira mas, foi com sua entrada em 2000 na Orquestra Petrobrás Pró Música que seu trabalho em prol de nossa música mais se destacou com concertos programados apenas com obras dos compositores nacionais contemporâneos. Gravar em 2003 um CD com 2 das obras mais cobiçadas e esquecidas em gravações: O Concerto para piano em Formas Brasileiras de Hekel Tavares, com o pianista Arnaldo Coehn e o Choros No.6 de Villa-Lobos. A série O Artista Brasileiro realizada na Sala Cecília Meireles tem sido recebida até hoje com muito carinho pelo público desde sua idealização quando assumiu a OPPM.


Foi Diretor Artístico e Regente Titular desta orquestra de 2000 a 2003. Nesses 4 anos foi o responsável pelo alto nível artístico que este conjunto alcançou, levando o mesmo a receber o Prêmio Carlos Gomes, em sua primeira edição Nacional, como o Melhor Conjunto Orquestral em 2001 e novamente em 2002. Participou de diversas edições do Projeto Aquarius, dentre as quais se destacam a 2a.Sinfonia de Gustav Mahler, na Enseada de Botafogo em 1996, para um público estimado em 150 mil pessoas, e a Missa Campal celebrada por Sua Santidade, o Papa João Paulo II, no Aterro do Flamengo, para cerca de 2 milhões de pessoas, em 1997.


Por sugestão do pianista Nelson Freire, foi convidado por Martha Argerich para reger o Concerto de Abertura do FESTIVAL MARTHA ARGERICH, em Buenos Aires, fazendo sua estréia no Teatro Colón, em novembro de 2001 com a própria Martha tocando o Concerto em Sol, de Ravel. Voltou a este mesmo Festival em Outubro de 2004 onde atuou frente à Orquestra Filarmônica de Buenos Aires com Nelson Freire tocando Villa-Lobos, no Teatro Colón completamente lotado.


O concerto da Orquestra Sinfônica será nesta terça, 3 de novembro, às 20h, na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. A entrada é franca mediante retirada de ingressos na bilheteria, até o limite de lotação da sala.


PROGRAMA


JOSEF HAYDN (1732-1809)
Sinfonia nº 47 em sol maior
– Allegro
– Un poco adagio, cantabile
– Menuet
– Finale. Presto assai


BOHUSLAV MARTINU (1890-1959)
Concerto para oboé


Solista: José Medeiros


INTERVALO


FÉLIX MENDELSSOHN (1809-1847)
Sinfonia N° 4 em lá maior, opus 90, “Italiana”
1- Allegro vivace
2- Andante con moto
3- Con moto moderato
4- Saltarello: presto


Regência: Roberto Tibiriçá








Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Terça-Feira (3), às 20h, na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Regente: Roberto Tibiriçá. Solista: José Medeiros. Entrada franca mediante retirada de ingressos na bilheteria, até o limite de lotação da sala.  Informações: 3325-6232. Classificação indicativa: 12 anos.


 


 


 


 


 


 

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