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Orquestra tem fãs de carteirinha

Arquivo Geral

10/06/2003 0h00

Madonna, Michael Jackson e U2 têm fãs espalhados por todo o mundo. Pessoas capazes de cometer loucuras para chegar perto deles. Em Brasília, um grupo não tem tantas dificuldades assim para chegar perto de seus ídolos: são os fãs da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS). Pessoas antenadas às apresentações, normalmente às terças-feiras, que não perdem um concerto sequer do grupo. Felipe Vinecky, atleta, praticante de remo e canoagem, 22 anos, é um dos tietes mais apaixonados da OSTNCS. Filho dos músicos Vaclav e Ludmila Vinecky, ele acompanha orquestras desde criança. “Na barriga da minha mãe eu ouvia música clássica”, conta. Freqüentador assíduo de concertos em qualquer lugar que esteja, Felipe assistiu ainda a apresentações da Filarmônica de Berlim, na Alemanha, e da Filarmônica de Praga, na República Checa. “Os concertos da OSTNCS são sempre maravilhosos. O único problema são alguns espectadores que, às vezes, não sabem se comportar e acabam atrapalhando o público”, diz, em tom de desabafo. Celular, bate-papos e atrasadinhos são, segundo Felipe, as trapalhadas mais comuns do público. O odontólogo George Melo, 31 anos, tem um motivo a mais para acompanhar a orquestra. “Sou fã do Cláudio Cohen. Sempre que posso, assisto aos concertos regidos por ele”, diz. Cohen é o diretor-executivo da Orquestra, spalla (um dos violinos mais importantes da formação) e o maestro, na ausência de Silvio Barbato, o regente titular. Bárbara Soares da Silva tem só seis anos, mas é fascinada pela melodia que sai das mãos dos músicos. “Eu gosto de todos os instrumentos e adoro assistir à Orquestra”. O irmão dela, João Vítor, de 5 anos, só sente falta de uma coisa: “Não tem bateria!”, reclama o garotinho, que pelas preferências, deve seguir o mundo do rock-n-roll.

As estudantes Juliana Velasco, de 16 anos, e Maísa Ferreira, de 15, ressaltam outra qualidade das apresentações da OSTNCS: a entrada franca. “Além de ser uma ótima opção de lazer, a entrada gratuita faz com que mais pessoas tenham acesso à Orquestra”, ressalta Maísa.

Amantes de outros estilos musicais reconhecem a importância da formação erudita para a carreira de um músico. Bernardo Rozaes, 17 anos, baterista e guitarrista de um grupo de rock, não perde uma apresentação da OSTNCS. “Se não tiver ninguém para me acompanhar, venho sozinho. A sonoridade da orquestra é inspiradora e nos ensina muito”, conta. (PM)

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    As estudantes Juliana Velasco, de 16 anos, e Maísa Ferreira, de 15, ressaltam outra qualidade das apresentações da OSTNCS: a entrada franca. “Além de ser uma ótima opção de lazer, a entrada gratuita faz com que mais pessoas tenham acesso à Orquestra”, ressalta Maísa.

    Amantes de outros estilos musicais reconhecem a importância da formação erudita para a carreira de um músico. Bernardo Rozaes, 17 anos, baterista e guitarrista de um grupo de rock, não perde uma apresentação da OSTNCS. “Se não tiver ninguém para me acompanhar, venho sozinho. A sonoridade da orquestra é inspiradora e nos ensina muito”, conta. (PM)

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